Uma História sobre o Dia da Mãe

Maio 3, 2016 in FAMILY BUSINESS, MY HAPPY SELF

Dia da Mãe 2016

No ano passado, o dia da mãe passou-me ao largo da costa. Percebi que aconteceu, mas não chegou aqui à minha praia… se me entendem…

Acordei e não tive um pequeno almoço, nem um presente, nem um cartão… nada. O meu querido pai lembrou-se de me de enviar uma mensagem pela manhã… como faz sempre. Mas, amigas, vocês sabem do que vos falo… uma mensagem do nosso “querido pai”, só por si, não nos puxa a carroça até à meta…. Não é fácil passar o dia a ser bombardeada com fotografias de mães felizes com ramos de flores, panquecas à la carte e dedicatórias de fazer chorar as pedras da calçada… e nós… nada.

Acontece que eu sou otimista por natureza e acredito sempre que o universo se reúne em conspirações permanentes e acho que no fim os desfechos são sempre os esperados. Lembro-me que depois do primeiro embate da “aparente ignorância” relativa ao calendário, as horas iam passando e eu apenas ia pensando… “estes malandros andam a preparar uma boa!”. Mas o sol subiu, percorreu o céu, pôs-se e não se passou nada…. quando chegou a hora de jantar a indiferença persistia … lá percebi que tinha chegado à meta, mas não havia foguetes. Tinha acabado a minha jornada de espera. Era mesmo só aquilo… sem artifícios nem surpresas dissimuladas… O Rui não estava em Portugal e as duas crianças (um com 13 e a outra com 10) sem serem orquestrados não chegaram às minhas caladas e esperançosas expectativas. Fiquei muito triste. Não que ache que sou menos amada por não ter tido direito a banda e purpurinas. Eu sei que o amor existe, mas uma mãe gosta que chegue aquele Um dia por ano, e haja festa e foguetes. After all… ser Mãe é o nosso principal projeto, aquele em que mais nos empenhamos e de que mais orgulho tempos. O reconhecimento, a festa, a dedicação…. fazem falta e deviam fazer parte da legislação. São o reconhecimento e a “medalha” (mais que) merecida por um ano de dedicação abnegada, de horas sem dormir, de mil boleias, de tantas lições de vida, de alguns sermões, de exemplos conseguidos, de colo, de mimos, de festas, de idas ao médico, de estudo acompanhado… de tudo.

Pronto amigas, mas esta não é uma história triste. Foi só a introdução para o que vem a seguir. O meu dia da mãe, este ano, aquele que aconteceu no domingo… foi o melhor de sempre!

Este ano, eu poderia ter feito duas coisas…

Hipótese 1 – Ficar quietinha no meu canto e esperar pelo melhor. Afinal, nada tinha ficado por dizer. Há um ano atrás os meus filhos não ficaram com uma dúvida de como eu tinha ficado triste. Lá nisso sou boa. Não fico calada nem mando recados…

Hipótese 2 – Planeava a festa, comprava os foguetes, armava o fogo e apanhava as canas.

Escolhi a segunda. Acho que me calhou bem!

Com uma semana de antecedência comecei a gritar aos sete ventos que o dia da mãe estava achegar. Organizei um almoço com todas as mulheres da família… mãe, irmã, avó, sogra… Fui à praça, carreguei a casa de flores. Muitas velas, muita luz, muita alegria. O caril veio de encomenda e as sobremesas também, por isso ainda tive tempo para ir jogar Padel nessa manhã. Fiz uma sangria maravilhosa e brindámos todas com alegria. Tantas mães. Brindámos também a todas as mães ausentes incluindo as nossas avós. Com um brinde especial à avó materna que é uma figura muito proeminente nas nossas conversas e no nosso imaginário. Não tenho uma única fotografia com essa minha avó. Privei tão pouco com ela… Morreu quando eu tinha 9 anos. E mesmo assim, continua a ser (a seguir à minha mãe como é óbvio) umas das mais importantes figuras femininas da minha vida.

A Bu fez-me um cartão lindo como só ela sabe fazer… carregado de palavras que me enternecem o coração. E o meu Salva, ineditamente, saiu de casa de bicicleta e foi sozinho ( e com o seu dinheiro) comprar-me uma flor. Mas mesmo que não tivesse tido direito a presente teria sido um dia feliz na mesma.

Porquê? – Porque eu preparei o meu dia feliz… Não esperei que ninguém o fizesse por mim. Sermos mimadas é bom, mas sabermos mimar-nos é talvez ainda melhor. É bom que nos deem valor, mas se nós não dermos valor a tudo o que fazemos, sabendo que o fazemos com o máximo amor e dedicação, então está tudo errado.

Por isso, se houver por ai mães que tenham tido um dia da mãe com menos atenção e carinho… já sabem… Não fiquem tristes. Comecem já a preparar a festa do próximo ano!

beijinhos

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[A minha Flor oferecida pelo Salvador ]