#TBT – Pipa, November 1999

Agosto 14, 2014 in #TBT, MY HAPPY SELF

#tbt Pipa

Hoje o #tbt tinha de ser sobre a minha primeira viagem a Pipa, de que vos falei ontem [AQUI]. Viagem essa que, por graça, marca também o inicio do meu namoro com o Rui. Já lá vão 15 anos. 15 anos de muito amor e cumplicidade. Mas também de alguma rabugice e desentendimento, claro. O que seria?! A vida a dois é mesmo assim… então quando os filhos chegam e cada um vê a educação de forma diferente… tem de haver muito dialogo e muita cedência para se chegar ao entendimento. Acima de tudo tem de haver muito respeito. Há linhas que nunca se podem cruzar numa relação. Não podem ou não devem… Não mentir para que o outro possa sempre acreditar. Não desrespeitar para ser respeitado. Não viver a criticar. Apontar menos o dedo para aquilo que o outro faz mal e tentar, primeiro, elogia-lo nas suas virtudes.  Devemos tentar ser melhores nos nossos defeitos e ter a humildade de saber perdoar. No meio disto tudo temos de conseguir seguindo sendo nós próprios e nunca tentar eclipsar os traços de personalidade da outra pessoa. Quem quer domesticar um animal, deve comprar um cão. As pessoas “domesticadas” perdem a graça, o brilho e a força que é preciso para levar uma relação para a frente.

Viver a dois é uma aprendizagem constante e uma dedicação diária. É dar um passo em frente para se encontrar nas diferenças do outro. No meio está a virtude e é aí que os casais se devem encontrar. Conseguir dar esse passo que nos leva a meio do caminho é tão importante … Acho que é um dos mais poderosos segredos de uma relação feliz.

Esta segunda feira que passou, dia 10, comemorei (sem o Rui cá) 12 anos  de casamento (data a que, honestamente, ligo muito pouco, mas enfim… acho sempre que a felicidade não se mede por tempo), e 15 anos de namoro. Há 15 anos era aqui que estávamos os dois, em Pipa… a dar os primeiros passos neste, tão querido, amor.

#TBT Pipa

Um beijinho especial para o Rui e para este casal, os nossos amigos do coração, Xaninha e Pedro Monjardino, que, para além de terem apadrinhado o nosso casamento, têm estado sempre ao nosso lado ao longo destes anos (mesmo quando fisicamente estavam distantes) e são, eles próprios e a sua relação, uma inspiração e um maravilhoso exemplo de amor e admiração mutua.

BEIJINHOS,

MARIA

In English

Today #tbt had to be on my first trip to Pipa. Which also marks the beginning of my relationship with Rui. It’s been 15 years since we started dating. 15 years of love and complicity. But also some grumpiness and misunderstanding, of course. What else ?! That’s what relationships are made of … especially when children arrive and each one sees education differently … there must be a lot of dialogue and some giving up on your  beliefs to come to an understanding. Above all there must be a lot of respect. There are lines that can never cross in a relationship. Can not or should not be crossed… I shouldn’t lie so he can always believe in me. I shall never disrespect to be respected. I must not live to criticise. Less pointed fingers at what the other is doing wrong and try first, praises him in his virtues. We should try to be better in our faults and have the humility to learn to forgive.

Living together is a constant learning and a daily devotion. You take a step forward to meet the other’s differences. In the middle is a virtue and that is where couples should meet. Being able to take that step that takes us halfway is so important … I think it’s one of the most powerful secrets of a happy relationship.

This past monday, August 10th, we celebrated (without Rui being here) 12 years of marriage (I honestly care very little to dates, but anyway …) and 15 years together as a couple. And 15 years ago we both went to Pipa in our first trip toguether … taking the first baby steps in this sweet love.

A special kiss to Rui and this dear couple, our friends from the heart, Pedro and Xaninha Monjardino, which, besides having been a Godmother in our weeding, have always stood by us over the years and are themselves and their relationship, an inspiration and a wonderful example of love and mutual admiration.

XOXO,

MARIA

My scrapbook from our trip to Pipa

Agosto 13, 2014 in GLOBETROTTER

Pipa 2014

Há muitos anos fui a Pipa. Deve ter sido a primeira viajem que fiz com o Rui depois de começarmos a namorar, já lá vão 15 maravilhosos anos. Tínhamos ouvido falar naquele paraíso perdido no litoral do nordeste brasileiro e lá fomos à aventura. Naquela altura a grande amiga de uma amiga minha tinha ido para lá viver depois de uma viajem turística. Apaixonou-se pelo lugar e por um belíssimo Argentino com quem acabaria por casar. Voltou a Portugal para fechar assuntos, despedir-se de uma vida profissional num conhecido escritório de advogados de Lisboa e voltou para o lugar onde assentaria arraiais até hoje. Pipa ainda não era o destino turístico que se tornou na primeira década dos anos 2000. Era uma aldeia hippie com praias de sonho, uma delas era deserta e chamava-se Madeiro e era aí que almoçávamos à sombra de um coqueiro o que um pescador nos trazia… Uns dias peixe, outros carabineiros… Dormíamos na rede, passeávamos na praia deserta e nadávamos naquele mar quente, onde, às vezes, víamos golfinhos.

Pipa

Depois ouvi dizer que Pipa tinha mudado, crescido… que se tinha multiplicado. Foi, durante alguns anos o destino turístico de eleição de muitos portugueses, brasileiros e argentinos. Nunca mais lá tinha voltado, com medo de ter uma grande desilusão.

Os amigos com quem lá tínhamos estado há 15 anos, voltaram no ano passado e adoraram. Tiveram umas deliciosas férias em família e, assim, ao ouvir o relato de dias de sonho eu voltei a ter vontade de voltar. E assim foi… este ano apanhei uma boleia do Comandante para Natal e depois seguimos os 3 (eu e as minhas duas migalhas) para Pipa onde nos fomos encontrar com a família Monjardino.

Foi maravilhoso constatar que Pipa cresceu bem. Está em quase tudo igual àquela aldeia que conheci à 15 anos. Continua a existir uma rua principal com restaurantes e comercio… só tem mais uns “pares de metros” com bastante mais restaurantes e uma infinidade de lojinhas. Existem mais pousadas e hotéis. Na verdade a oferta é extensa. Mas,  um dos lugares mais bonitos e exclusivos para se ficar continua a ser a Toca da CorujaContinua a comer-se uma deliciosa picanha na Churrascaria Rancho da Pipa (um dia propriedade da nossa amiga Sandra) e agora, o final da noite, é na Book Shop – uma queridíssima biblioteca onde a Sandra (hoje mãe de 3 filhos) dá largas aos seus instintos filantrópicos, culturais e ecológicos. Na Book Shop, pode escolher um livro para ler em férias, dar dois dedos de conversa, beber um Nespresso e conhecer a proprietária que faz questão de estar lá presencialmente de 4a a sábado para falar com os seus visitantes. Uma Portuguesa que um dia trocou a rotina da advocacia numa grande cidade pela aventura e liberdade de construir uma família na descontração de um paraíso ecologico.

Pipa

Foram dias de puro prazer. Entre livrinhos da Mônica, jogos de Uno, aulas de surf com a Eli, saltos na areia, pratadas de açai com banana, sol e sombra, mergulhos, leitura e muita conversa em dia. Adorei esta nossa curta viajem e fiquei cheia de vontade de voltar… Só tive muita pena que o Rui não tenha lá estado.

Adeus Pipa! Talvez nos voltemos a ver para o ano!

BEIJINHOS,

MARIA

 

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