O nome de Deus é Misericórdia

Abril 5, 2016 in BOOKS & SONGS

Outra coisa de que me vou sempre lembrar destas férias, e que não podia deixar de partilhar convosco, foi do livro que me acompanhou nos fins de tarde na montanha. Já o tinha comprado há um tempo mas queria lê-lo com calma por isso guardei-o para esta semana. [ Como se guarda um vestido especial para a ocasião certa.] É um livro, como podem imaginar, encantador. No fundo é uma conversa entre o jornalista e vaticanista Andrea Tornielli e o Papa Francisco sobre este tema tão atual [no sentido de ter sido escolhido pelo Papa como tema fulcral do seu pontificado] que é a Misericórdia de Deus.

Quando assistiu à primeira missa celebrada pelo Papa e percebeu que a centralidade do seu pontificado se focaria na mensagem da Misericórdia, logo ali pensou como seria interessante planear uma entrevista para explorar o tema, para que o Papa pudesse passar a sua mensagem de uma forma simples e universal. Assim foi. Este livro nasceu de uma conversa que os dois tiveram em Agosto de 2015 e foi lançado no inicio deste ano em 82 países. O titulo do livro apresentado na capa foi manuscrito pelo próprio Papa em todas as diferentes línguas em que foi traduzido.

É um livro que nos informa e nos emociona. Que explica e que inspira. Que chega ao nosso coração e nos faz parar e pensar. É um livro para aqueles que procuram a paz e um sentido para a vida.

Penso que não seja um livro para ser lido apenas por católicos. Apesar de explicar a importância de Deus e a sua relação com a misericórdia, ou mais precisamente, os efeitos que a misericórdia divina tem em nós, as palavras do Papa e a sua visão sobre o perdão e a misericórdia são e devem ser adaptáveis às nossas vidas, ao quotidiano e à forma como todos vivemos (ou devíamos viver).

Muito simplificadamente, é um livro que nos ensina, não só, como é relevante saber perdoar mas como também é importante saber pedir perdão. No fundo, termos a humildade de nos reconhecermos como pecadores [confesso que durante muito tempo esta foi uma palavra que evitei mas que ao ler este livro parece que me entendi com ela e com toda a sua possível carga]. Para isso o Papa recorda aos supostos “cristãos imaculados e justos”…. “Até o Papa é um homem que precisa da misericórdia de Deus”.

Uma lição de amor, justiça e humildade. – Lê-se de uma penada. Não deixem de o fazer!

beijinhos

P.S. – O Papa Francisco proclamou o ano de 2016 como Ano Santo da Misericordia. Leiam mais [AQUI]

O que é exatamente o Ano Jubilar da Misericórdia?

Fevereiro 23, 2016 in BRIGHT MINDS

Papa Francisco

Acredito que já todos tenham ouvido falar neste ano como sendo o ano Jubilar da Misericórdia. Será que todos sabemos com alguma certeza de que se trata? O que é exatamente um ano Jubilar? E qual a extensão das intenções para o ano da Misericórdia? Foram questões que me coloquei e para as quais procurei respostas, por isso quis fazer esta partilha muito simplificada mas bastante elucidativa daquilo que o Papa Francisco pretende que seja o espelho do nosso comportamento neste Ano Santo.

Ano da Misericórdia

O que são obras de Misericórdia?

As obras de misericórdia são ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como também o são perdoar e sofrer com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem especialmente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus.

“É meu vivo desejo que o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporais e espirituais. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida diante do drama da pobreza e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina.

A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos. Redescubramos as obras de misericórdia corporais: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. E não esqueçamos as obras de misericórdia espirituais: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas desagradáveis, rezar a Deus pelos vivos e defuntos.”

Papa Francisco

Obras de misericórdia corporais

1) Dar de comer a quem tem fome
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Vestir os nus
4) Dar pousada aos peregrinos
5) Visitar os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos

Obras de misericórdia espirituais

1) Dar bons conselhos
2) Ensinar os ignorantes
3) Corrigir os que erram
4) Consolar os tristes
5) Perdoar as injúrias
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.

As obras de misericórdia corporais, na sua maioria, surgem de uma lista feita por Jesus Cristo na sua descrição do Juízo Final.

A lista das obras de misericórdia espirituais foi elaborada pela Igreja a partir de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc

O que é um ano Jubilar?

A celebração do jubileu tem origem no judaísmo. Consistia na comemoração de um ano sabático que tinha um significado particular. Esta festa realizava-se a cada 50 anos.
Durante esse ano os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras não era cultivadas e o povo descansava.

Na Bíblia encontramos algumas passagens nas quais se menciona a celebração judaica. Talvez a mais importante se encontre no Levítico (Lv 25,8).

Jubileu também tem uma raiz latina, iubilum que representa um grito de alegria.

Na tradição católica, o Jubileu consiste num ano em que se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Vaticano. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece com um intervalo de anos já estabelecido. Já o Ano Santo Extraordinário é proclamado como sendo uma celebração de um facto destacado.

A Igreja Católica tomou como influência o jubileu hebraico e deu-lhe um sentido mais espiritual. É um ano de perdão, indulgências e em que somos chamados a aprofundar a nossa relação com Deus e com o próximo. Por isso, cada Ano Santo é uma oportunidade para alimentar a fé e renovar o compromisso de ser um testemunho de Cristo. Também é um convite à conversão.

O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco é por isso um Ano Santo Extraordinário.

[ Informação retirada do site acidigital.com ]

Espero que tenham achado relevante esta informação e que de alguma forma tenha sido uma inspiração para dias melhores e para um ano de amor e perdão.

beijinhos

A oração da Felicidade

Janeiro 8, 2016 in BRIGHT MINDS

Oração da felicidade Papa Francisco

Não chores pelo que perdeste,
luta pelo que tens.
Não chores pelo que está morto,
luta por aquilo que nasce em ti.
Não chores por quem te abandonou,
luta por quem está a teu lado.
Não chores por quem te odeia,
luta por quem te quer feliz.
Não chores pelo teu passado,
luta pelo teu presente.
Não chores pelo teu sofrimento,
luta pela tua felicidade.
Não é fácil ser feliz,
temos que abrir mão de várias coisas,
fazer escolhas e ter coragem de assumir
ônus e bônus para ser feliz.
Com o tempo vamos aprendendo
que nada é impossível de solucionar,
apenas segue adiante com quem quer e luta para estar contigo.
Engana-se quem acha que a riqueza e o status atraem a inveja…
as pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil,
a luz própria,
a felicidade simples e sincera e a paz interior…

[Papa Francisco]

A vida é um espetáculo imperdível!

Janeiro 8, 2016 in BRIGHT MINDS

papa1

 

“Podes ter defeitos, estar ansioso e viver irritado algumas vezes, mas não te esqueças que a tua vida é a maior empresa do mundo.
Só tu podes evitar que ela vá em decadência.
Há muitos que te apreciam, admiram e te querem.
Gostaria que recordasses que ser feliz, não é ter um céu sem tempestades, caminho sem acidentes, trabalhos sem fadiga, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter alegria com os aplausos, mas ter alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar ator da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no longínquo de nossa alma.
É agradecer a Deus cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que seja injusta.
É beijar os filhos, mimar aos pais, ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que vive dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para dizer ‘enganei-me’.
É ter a ousadia para dizer ‘perdoa-me’.
É ter sensibilidade para expressar ‘preciso de ti’.
É ter capacidade de dizer ‘amo-te’.
Que tua vida se torne um jardim de oportunidades para ser feliz…
Que nas tuas primaveras sejas amante da alegria.
Que nos teus invernos sejas amigo da sabedoria.
E que quando te enganares no caminho, comeces tudo de novo.
Pois assim serás mais apaixonado pela vida.
E podes facilmente encontrar novamente que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para regar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Nunca desistas….
Nunca desistas das pessoas que amas.
Nunca desistas de ser feliz, pois a vida é um espectáculo imperdível!”

Papa Francisco

 

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