As Cartas de Madre Teresa

Dezembro 19, 2016 in BRIGHT MINDS, MOVIES & PLAYS

As Cartas de Madre Teresa

Porque o Natal é uma altura de repensarmos a forma como honramos tudo aquilo que Jesus nos pediu que fizéssemos, venho deixar-vos a sugestão de um filme lindo sobre a vida da Santa Madre Teresa de Calcutá. Contada através da interpretação das cartas que ao longo de 50 anos foi enviando ao seu líder espiritual, o Padre Celeste van Exem, este filme é um relato quase documental, da vida desta mulher de origem Albanesa que foi ordenada freira aos 17 anos pela ordem das Irmãs do Loreto, na Irlanda. Serviu esta ordem durante 10 anos ensinado meninas de boas famílias num convento na India, até ao dia em que sentiu que Deus a chamava para uma missão mais importante. Abraçaria, a partir daí, o trabalho de acudir os miseráveis, marginalizados, pobres, moribundos… os intocáveis. Como foi que Madre Teresa conseguiu sair da clausura do convento, fundar a sua própria congregação de irmãs, As Missionarias da Caridade, e ajudar milhares e milhares de pessoas ao longo da sua vida? Uma história inspiradora que vos vai fazer pensar.

Aluguei o filme da Zon.

Não queria terminar sem vos deixar este poema escrito por Madre Teresa. Se gostarem partilhem-no com os vossos amigos, leiam-no aos vossos filhos. Vamos tentar acrescentar ao nosso Natal aquilo que tantas vezes lhe falta… espiritualidade, misericórdia, perdão, compaixão, amor…

Madre Teresa Poema

“Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoa-as assim mesmo.

Se és gentil, as pessoas podem acusar-te de seres egoísta, interesseiro. Sê gentil, assim mesmo.

Se és um vencedor, terás alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vence assim mesmo.

Se és honesto e franco, as pessoas podem enganar-te. Sê honesto assim mesmo.

O que levaste anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Constrói assim mesmo.

Se tens Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja. Sê Feliz assim mesmo.

Dá ao mundo o melhor de ti. Se não for o suficiente, dá o teu melhor assim mesmo.

Percebe que, no final de contas, é entre ti e DEUS. Nunca foi entre ti e as outras pessoas.”

Santa Madre Teresa de Calcutá

beijinhos

Pronto, já temos menos um assunto pendente!

Fevereiro 29, 2016 in MOVIES & PLAYS

Leonardo-Dicaprio

Adoro arrumar assuntos! Por isso hoje, quando a atriz Julianne Moore anunciou o nome de Leonardo DiCaprio para o Oscar de melhor ator, confesso que tive uma pequena comoção. E fui inundada pela simpática sensação que temos quando resolvemos um assunto pendente… O alivio! Pois o que me preocupava era o “e se o rapaz nunca chegasse a ter este reconhecimento?!” Quantos extraordinários atores se ficaram pelas águas mornas das nomeações? Muitos. Ser nomeado é ótimo, como é obvio… mas ser nomeado cinco vezes e não ganhar nenhuma é, no mínimo, ligeiramente irritante.

Mas vá, a coisa este ano até correu bem. Vi o filme The Revenent, como não podia deixar de ser. Se gostei? Muito escalpe e sangue a mais para o meu gosto, confesso… A história em si também não me encheu as medidas… se não fosse baseada em factos reais eu diria que o escritor se drogava com químicos fortíssimos tais os descomedimentos das façanhas físicas. Mas pronto, se assim aconteceu, claro que torna a história um fenômeno. Para além de tudo, a fotografia e a realização são belíssimas e isso, a par com as atuação de um grupo maravilhoso de atores, vai-nos aguentando na sala. Dito isto, não é o meu gênero de filme, definitivamente. Se achei que o Leonardo DiCaprio merecia ganhar? Há duvidas?? Claro que tinha de ganhar! “Ah… mas quase não falou… ” So what?! – Não precisou de falar e acho que a sua extraordinária habilidade de ator brilhou ainda mais exatamente por isso. A força, a angustia, a dor, a vingança, a revolta, o amor incondicional e absoluto… tudo no olhar. Impressionante. Ganhou com toda a honra e dignidade e a prova foi uma plateia inteira de pé para o aplaudir na hora da vitória! O que prova que, nesta vida, por vezes, dos partos mais difíceis nascem os filhos mais queridos! Parabéns Leo. Pelos vistos eu não era a única com esta “espinha” atravessada na garganta. Tinhas um mundo de fãs a torcer por ti e hoje estamos todos (para não dizer só todas, o que seria redutor…) muito, muito contentes!

Para quem não viu a cerimonia, aqui fica o grande momento de gloria. Nota interessante para o facto que a organização do evento deixou, e bem, o rapaz falar com calma e sem os habituais atropelos da musica, até ao fim, com toda a dignidade que lhe mereceram estes mais de 20 anos de espera entre a sua primeira nomeação e a apoteose deste momento de grande reconhecimento! Até aqui, a academia esteve bem!

Posto isto estou a tentar decidir se faço ainda hoje o post sobre os vestidos das moças. Confesso que não me animei assim por aí além, mas pronto, pode ser que saia.

beijinhos

Astonishing – Intimate – Definitive

Novembro 25, 2015 in MOVIES & PLAYS

Ronaldo

Já todos devem ter ouvido falar no novo filme sobre o nosso craque Cristiano Ronaldo, certo? O que podem ainda não saber é que o documentário está muito bem feito e é um ótimo programa para ver em família. Completamente transversal a gêneros e gerações, o documentário prende o espectador do primeiro ao ultimo minuto e leva-nos numa viagem de talento, dedicação, trabalho, introspeção e muito, muito esforço.  Tenho um filho de 14 anos que na sua descrição biográfica (do Instagram, entenda-se) descreve ser praticante de um tipo de “religião” – o Cristianismo… com CR7 no fim. Enfim… nada que não condiga com a situação de ser rapaz e ter 14 anos.

Isto para vos dizer que, para o Salvador, ver este documentário estava no topo da Agenda. Soubemos que estreava mundialmente a uma segunda feira, não fomos ao cinema nesse dia por ser um dia de escola e foi com alguma surpresa que na 6a feira seguinte, quando liguei para reservar bilhetes, percebi que o filme só tinha sido exibido durante um único dia. A tal segunda feira. Grande decepção. Os “peritos de marketing” desta operação que me  perdoem mas um dia só nos cinemas pareceu-me de menos. Passo em frente, como sou assinante Nos, e não Meo, segui para a Fnac para comprar o DVD. Percebi que com apenas 9€ se compra o DVD e aí eu pensei, pronto, “peritos de marketing”… ver no meu ecran nunca será como ver numa sala de cinema, mas por 9€.. estão perdoados.

Mas pronto… como qualquer “biografia autorizada” percebemos que a informação é selecionada e, ligeiramente, manipulada…

Um documentário sobre “um ano da vida de alguém” pressupõe que vamos entrar na intimidade e que vamos ver essa pessoa a interagir com aqueles que estão mais perto de si e que fazem parte do seu universo pessoal. Acho que a namorada de tantos anos aparecer numa ou outra filmagem só teria dado ao documentário a dignidade dos relatos honestos. Sim entretanto passou a ser “ex”, todos sabemos. Não estamos a pedir para a promoverem, mas subtrai-la completamente da equação foi, no mínimo, bizarro. Todos sabemos, que foi naquele período de tempo que Cristiano foi fotografado por Mario Testino para a capa da Vogue Espanha que compartilhou com a top Irina Shayk. Se dois minutos da peça mostrassem isso, nós mulheres (e homens, porque não?!) íamos gostar. Eu sei que deve ser um loucura escolher filmagens de um ano para condensar numa hora e meia de filme e que muita fita deve ter acabado no balde do lixo da sala de edição, mas convenhamos… Não é todos os dias que um jogador de futebol faz a capa da vogue!

Ronaldo-Irina

Acho que houve uma intenção, ligeiramente forçada, para passar a imagem de super pai (solteiro) com uma “vida de monge”, entre o treino e os cuidados com o filho e que isso dificilmente traduz o que será a realidade, mas pronto…

Dito isto, porque até era estranho que não tivesse nada a apontar, o filme é uma ótima ferramenta de divulgação da vida e carreira deste homem que tantas vezes nos fez transbordar de orgulho nacional.

Para quem, como eu, tem filhos nestas idades então… são lições atrás de lições. De esforço, de auto-superação, de trabalho, de dedicação. O Sucesso dá muito trabalho e a sorte apanha-te quase sempre a trabalhar. E este jogador, para além de ser virtuoso, acrescentou à sorte todas as qualidades de um trabalhador.

Todas essas mensagens passam no filme… Usar a dor e as dificuldades da vida em nosso beneficio. Ser um bom profissional. Cumprir com as suas obrigações. Transformar o que é aparente mau em bom. E nunca deixar de acreditar.

À parte destes comentários mais gerais, sobra-me um mais prático mas que, a uma decoradora de interiores e alguém que vive sempre muito intensamente este assunto das casas, não poderia passar despercebido:

Quem já viu o filme vai de certeza lembrar-se duma imagem em que o jogador se aproxima do lavatório de manhã e abre uma gaveta e eis que, para meu grande espanto… a gaveta transbordava de boxers multicolor. Ficámos portanto de posse da informação que o craque guarda a roupa interior no WC.  Mais alguém achou estranho? Uma pessoa que, suportamente, tem uma casa pensada e projetada ao milímetro… acabou por guardar os boxers na casa de banho?? Estranho…

Cris, da próxima vez que planeares o teu closet certifica-te qua a pessoa que o faz te guarda uma gaveta para os boxers perto da gaveta das meias, que por sua vez vai estar perto das calças e das t-shirts… tipo essas coisas que a malta precisa para se vestir, boa?

Dito isto, não deixem de ver! E por ser um tão bom documentário deixou-me com muita curiosidade para ver os filmes anteriores feitos por esta equipa… Senna (o meu grande e insubstituível ídolo dos anos 80) e Amy. Ou seja, tenho de voltar à Fnac rápidamente!

beijinhos

Chanel nº5 – The one that I want!

Novembro 12, 2014 in BOOKS & SONGS, MOVIES & PLAYS

Chanel nº5

Pára tudo!!! – Já viram o novo anúncio do perfume Chanel nº5 realizado pelo estratosférico Baz Luhrmann ?? O realizador Australiano (The Great Gatsby) volta a trabalhar com a marca francesa (para quem já tinha feito uma curta metragem à 10 anos onde brilharam Nicole Kidman e Rodrigo Santoro). Desta vez, sempre em parceria com a sua mulher, a galardoada designer (vencedora de dois oscares da academia para melhor costume design) Catherine Martin, Baz apresenta-nos uma história de “um momento na vida de uma mulher”. Ao que parece a ideia era passar uma história com que todas nos identificássemos. A história sobre uma “mulher real” (hum, hum… a “girl next door”, Gisele Bundchen, que de real tem o que sabemos… nada, mas pronto) , com uma vida real. Para o efeito Gisele veste a pele de uma super modelo, retratando uma top model com uma top casa, num top spot, com um top marido no seu top carro guiado pelo seu top chauffeur.. enfim tudo completamente banal e real como também já estão a imaginar. – Entretanto só mais um pormenor… a moça surfa ondas daquelas que eu, se avistasse uma da costa, acharia que era um tsunami. Mas sim, ela surfa com a mesma naturalidade que pousa para a câmara de Baz (que entra na história como fotógrafo) ou com a mesma graça que se borrifa de Chanel nº5 enquanto usufrui de quality time com a filha.

Posto isto e todas as brincadeiras à parte, Baz acertou em cheio! – O filme está magistral e o facto de terem escolhido Gisele para embaixatriz da marca faz-nos esquecer o tiro ao lado que foi Brad Pitt como imagem do mais emblemático e vendido perfume de todos os tempos.

E não tem importância nenhuma que tudo seja ligeiramente inatingível… porque é tudo completamente aspiracional. Todas vamos querer aquilo tudo, incluindo o perfume. Que neste caso é o que se pretende.

Eu própria, que comprei o meu primeiro e único Chanel nº5 quando tinha acabado de fazer 17 anos e desde então nunca mais me cruzou o pensamento voltar a usar um aroma que achei  pesado e “antiguinho”, fiquei com uma incontrolável vontade de voltar a cheirar assim, igual àquela Gisele enigmática, que surfa e que posa e que no meio de tudo tem tempo para brincar com a filha e que no limite escolhe a família e o amor sobre a carreira. Ganda Baz!!!

E a música??? O que é esta música interpretada desta forma por Lo-Fang?O arranjo musical mais inesperado dos últimos tempos! – Quem não se lembra desta música em Grease??? You’re the one that I want aqui cantado de uma forma intensa e que, aposto, vos vai deixar a suspirar… (A mim deixou) é mesmo a cereja no topo do bolo! Bolas, bate mesmo tudo certo!!

Enfim… estou viciada! … Definitivamente rendida ao génio de Coco Chanel aqui revivido por Karl Lagerfeld e Baz Luhrmann . Rendida a esta versão da música. Rendida, mais uma vez, à beleza desta mulher e todos os kits que ela veste durante o filme (tirados da coleção Cruise 2015). Rendida à magia deste perfume histórico…

Chanel nº5… You are, defenitly, the one that I want!!

In English

Stop everything !!! – Have you seen the new Chanel No. 5 perfume ad directed by stratospheric Baz Luhrmann ?? The Australian director (The Great Gatsby) reunites with the French brand (for whom he had already made a short film 10 years ago, staring Nicole Kidman and Rodrigo Santoro). This time, always in partnership with his wife, award-winning designer (winner of two Academy Awards for best costume design) Catherine Martin, Baz presents us with a story of a moment in a woman’s life. Apparently the idea was to convey a story  that we all identified with. A story about a “real woman” (hum, hum … the “girl next door”, Gisele Bundchen, who we all acknowledge as being so common, right?!), with a real life.So Gisele plays a model.  In fact she is  a top model with a top home in a top spot, with a top husband in his top car driven by his top chauffeur .. the all entourage is completely real… not! But just one more detail … the girl surfs those waves that I, if I saw one from the coast, would find that it was a tsunami. But yes, she surfs with the same ease that poses for the Baz’s camera (who enters the story as a photographer) or with the same grace that sprays of Chanel No. 5 whilst enjoying quality time with her daughter.
That been said, and all jokes aside, Baz nailed it! – The short movie is masterful, and the fact that they have chosenGisele to be  the brand ambassador makes us all forget Brad Pitt was in those miss feting shoes not long ago. Completely wrong as the image to this most emblematic and selling perfume of all times.
Because even though everything is slightly unattainable …  it’s completely aspirational. We end up wanting it all, including perfume. Which, in this case, is exactly what Chanel expected from Baz.
Personally and having bought my first and only Chanel No. 5 when I had just turned 17 and since then has never crossed my mind to use it again as I remember it as a to strong of a scent, I got the urge to smel exactly  the same to this enigmatic Gisele, that surfs and poses and  plays with her daughter and that at the end choses Family over carrear. Way to go Baz !!!
And this song??? This Lo-Fang interpretation of the classic is really something . The most unexpected musical arrangement that I recall! – Who doesn’t remember this song ??? You’re the One That I Want from the movie Grease was sung here in a very intense way and, I bet, will make your little harts beat a little faster. It seems like they really got it all covered!
Anyway … I’m addicted! … Definitely surrendered to the genius of Coco Chanel  revived here by Karl Lagerfeld and  Baz Luhrmann. Surrendered to this version of the song. Surrendered, once again, to the beauty of this woman and all the great outfits that she wears during the movie (taken from the 2015 Cruise Collection). Surrendered by the magic of this historic fragrance …
Chanel No. 5 … You are, defenitly, que the one I want !!beijinhos

The world’s Greatest Dad – Robin Williams

Agosto 15, 2014 in MOVIES & PLAYS

Robin Williams

Robin Williams

 

“Costumava pensar que não havia nada pior do que acabar a vida sozinho. Mas há. O pior que nos pode acontecer na vida é acabar rodeados por pessoas que nos fazem sentir como se estivessemos sozinhos.”

CITAÇÃO DO FILME – “THE WORLD’S GREATEST DAD” – 2009

No Domingo à tarde, acabados de chegar de férias e ainda com vapores de cansaço da viagem, eu, a Clarinha e o Salvador, decidimos fazer uma coisa que adoramos e que só fazemos quando o pai não está… passámos o domingo de pijama! É um dos top programas cá de casa, por mais incrível que vos possa parecer. Como qualquer “Domingo de Pijama” que se preze, teve direito a filme do club de vídeo, neste caso da Zon, e, como sempre, tentámos ser consensuais na escolha. Depois de algum debate… acabámos por ver um filme que adorámos e que deixou muito que pensar. Chama-se “The world’s Greatest Dad” e terá sido um dos últimos e mais importantes filmes da carreira deste homem brilhante que, mal sabíamos nós, morreria poucas horas depois desta visualização. – Mal podia acreditar quando, na 2a feira, comecei a ver as primeiras imagens a aparecerem no meu Instagram. Tinha morrido Robin Williams. De uma forma bizarra, a realidade confundia-se com a ficção e o actor que no filme que eu tinha visto no dia anterior vivia o personagem de um escritor deprimido a quem morrera um filho por motivos de suicídio por asfixia… morria, ele próprio, deprimido e sob sérias desconfianças de suicídio. O mesmo tipo de suicídio que matara o seu filho na ficção.

Só vos posso dizer uma coisa. Se gostavam de Robin Williams e por qualquer motivo não viram este filme, aluguem-no. Está na Zon. Não sendo um filme fora de série, é uma das melhores interpretações que vi deste extraordinário ator. Ele faz o filme. Faz tudo. E a mensagem é poderosíssima. E curiosamente trata do fenômeno do endeusamento depois da morte, coisa, que pelo que tenho visto cada vez que abro o feed do Facebook lhe aconteceu a ele. Até frases que pertenceram a personagens que interpretou (como esta) lhe estão a ser atribuídas a ele como se tratasse de um génio do conhecimento. Vale mesmo a pena verem o filme!

Deixo-vos com o trailler…

Espero que tenham um ótimo fériado de Agosto! – Por estes lados nem faço grandes tenções de sair de casa…

MARIA

A story about Little Infinities…

Junho 30, 2014 in BOOKS & SONGS, MOVIES & PLAYS

fault-in-our-stars-poster

O Filme chama-se “The Fault in our Stars” (A Culpa é das Estrelas) e foi baseado no romance com o mesmo nome, do autor norte americano John Green. Para além de ser uma história comovente, daquelas que nos levam às lágrimas ( a mim, em particular, praticamente ao soluço desenfreado), as atuações são belíssimas e a adaptação ao cinema é brilhante. Saí da sala a achar que tinha assistido a uma das mais comoventes estórias de amor dos últimos tempos. Dois jovens em fase terminar de cancro que se cruzam e se apaixonam da forma mais comovente que vos possa passar pela cabeça. Uma lição de vida, de amor, de bravura, resiliência, altruísmo, compaixão, humor… tudo encapsulado numa história sobre um “breve infinito”. Ela chamava-se Hazel Grace (interpretada pela talentosa Shailene Woodley) e ele Augustus Waters (ator Ansel Elgort, que não conhecia, mas que prevejo vir a partir muitos corações).

Ele pediu-lhe, em vida, que ela escrevesse um elogio fúnebre para ler no seu funeral….. Nunca me vou esquecer desta carta de amor!

My name is Hazel. Augustus Waters was the great star-crossed love of my life. Ours was an epic love story, and I won’t be able to get ore than a sentence into it without disappearing into a puddle of tears. Gus knew. Gus knows. I will not tell your our love story, because – like all real love stories – it will die with us, as it should. I’d hoped that he’d be eulogizing me, because there’s no one I’d rather have…

I can’t talk about our love story, so I will talk about math. I am not a mathematician, but I know this. There are infinite numbers between 0 and 1. There’s .1 and .12 and .112 and an infinite collection of others. Of course, there is a bigger infinite set of numbers between 0 and 2, or between 0 and a million. Some infinities are bigger than other infinities. A writer we used to like taught us that. There are days, many of them, when I resent the size of my unbounded set. I want more numbers than I’m likely to get, and God, I want more numbers for Augustus Waters than he got. But, Gus, my love, I cannot tell you how thankful I am for our little infinity. I wouldn’t trade it for the world. You gave me a forever within the numbered days, and I’m grateful.”

Hazel Grace

Em Português 

“Chamo-me Hazel. Augustus Waters foi o grande amor da minha vida… gostámos um do outro como duas estrelas que se cruzam. A nossa história de amor foi épica, e mais não consigo contar-vos sem me afogar em lágrimas. O Gus sabia. O Gus sabe. Simplesmente não vos vou contar a nossa história de amor porque, como todas as histórias de amor de verdade, vai morrer conosco, como é suposto. Sempre imaginei esta cena de uma forma inversa, em que quem estaria aqui a fazer um elogio fúnebre seria o Gus… no meu enterro. Porque não há ninguém no mundo que eu gostasse mais que me fizesse essa ultima homenagem. Como é que vou conseguir não chorar?….

Como não vos consigo falar da nossa história de amor, vou falar-vos sobre matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Existe o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem gostávamos ensinou-nos isso. Alguns dias, na maior parte deles, fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, não imaginas o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada neste mundo. Deste-me uma eternidade dentro dos nossos dias que eram tão limitados, e eu sou imensamente grata por isso.”

Hazel Grace

Se ainda não foram ver este filme, não esperem! – Não há como não adorar….


Se tiverem dois minutos vejam este curto video que captou imagens das diferentes reações de jovens teenagers a esta emocionante história de amor. É muito engraçado perceber as diferentes percepções a uma realidade que quase todos descrevem como sendo completamente alheia à sua.

BEIJINHOS,

MARIA

 

In English

The movie is called “The Fault in our Stars” and was based on the best selling novel with the same name by north American author John Green. Besides being a very emotional story, those that lead us to tears (me, in particular, virtually unbridled sob), the acting is beautiful and the film adaptation is brilliant. I left the movies thinking that I had just witness one of the most moving love stories… Two teenagers that meet at a point in their lives where they are both struggling with terminal stage cancer and fall in love in the most delightful way that you can imagine. A lesson in life, love, bravery, resilience, selflessness, compassion, humor … all encapsulated in a story about an “infinite eternity.” Her name was Hazel Grace (played by talented Shailene Woodley ) and he was Augustus Waters (actor Ansel Elgort, whom I didn’t know, but I foresee becoming a heartbreaker).

He asked her in life, if she would right an eulogy to read at his funeral ….. I’ll never forget this love letter!

“My name is Hazel. Augustus Waters was the great star-crossed love of my life. Ours was an epic love story, and I won’t be able to get ore than a sentence into it without disappearing into a puddle of tears. Gus knew. Gus knows. I will not tell your our love story, because – like all real love stories – it will die with us, as it should. I’d hoped that he’d be eulogizing me, because there’s no one I’d rather have…

I can’t talk about our love story, so I will talk about math. I am not a mathematician, but I know this. There are infinite numbers between 0 and 1. There’s .1 and .12 and .112 and an infinite collection of others. Of course, there is a bigger infinite set of numbers between 0 and 2, or between 0 and a million. Some infinities are bigger than other infinities. A writer we used to like taught us that. There are days, many of them, when I resent the size of my unbounded set. I want more numbers than I’m likely to get, and God, I want more numbers for Augustus Waters than he got. But, Gus, my love, I cannot tell you how thankful I am for our little infinity. I wouldn’t trade it for the world. You gave me a forever within the numbered days, and I’m grateful.”

Hazel Grace

Do go see this movie. It’s truly special!

XOXO,

MARIA

My Favourite Love Songs #4

Maio 27, 2014 in BOOKS & SONGS, MOVIES & PLAYS

Este post é um “mega-mix” sobre uma das minhas canções de amor preferidas de todos os tempos misturada com um filme que marcou a minha adolescência como um ferro quente! – Tenho de ter, pelo menos, uma mão cheia de leitoras a concordar comigo… Principalmente se forem raparigas da minha idade. Depois de ver o filme quem não sonhou, pelo menos uma vez, com o Jeff Bridges?? Hum?!… Acho que aquele ideal de homem (que era uma mistura indissociável entre o ator e o personagem) me perseguiu nos anos seguintes e na verdade, para meu grande espanto, não se encontravam Jeff Bridges ao virar da esquina o que foi tornando o processo de arranjar um namorado complicado para os meus lados. Ainda hoje quando revejo uma cena daquele filme continuo a achar que estava tudo certo. O tom de pele, a barba, o cabelo aloirado pelo sol, o corpo… naquela altura confesso que também gostava de pensar que ele era jogador e football americano (vai-se lá saber porquê mas sempre tive um fetiche por aqueles desportistas transpirados com umas grandes ombreiras ) e que conduzia, “à maluca”, um porsh encarnado. Ainda por cima, no filme, nutria um amor proibido por uma morenita magra e de cabelo curto que, naquela altura, até achei que encaixava ligeiramente no meu gênero, ou seja, fora os seios volumosos e a conta bancária, nem sequer me fazia grande concorrência. A somar a isto tudo, o amor entre os dois não só era proibido  como forte, sofrido e complicado… aquilo era só somar pontos! Ou seja, se algum dia eu me cruzasse com um Jeff (verdadeiro ou parecido) fosse no México, numa ilha tropical, num sonho ou down town Cascais, entre nós provavelmente iria estalar uma química brutal porque teríamos tudo para dar certo! 🙂

E pronto… Deixo-vos com a maravilhosa e intemporal Against all Odds de Phill Collins. Musica de 1984 feita propositadamente para a banda sonora do filme com o mesmo nome. Na altura foi nomeada para Oscar de melhor música original, mas perdeu, incrivelmente, para “I just call to say I love you” de Steve Wonder (a sério?!). Como diria um cliente meu, os prémios valem o que valem. Valem por quem os escolhe! – Eu cá escolho a música do Jeff, ou do Terry… vá… escolho a música do Phill …. pronto! Gostos não se discutem!

Against All Odds (Take A Look At Me Now)

How can I just let you walk away?
just let you leave without a trace
When I stand here taking every breath with you, ooh
You’re the only one who really knew me at all

How can you just walk away from me,
when all I can do is watch you leave
‘Cause we’ve shared the laughter and the pain
and even shared the tears
You’re the only one who really knew me at all

So take a look at me now, ‘cause has just an empty space
And there’s nothing left here to remind me,
just the memory of your face
Just take a look at me now, who has just an empty space
And you coming back to me is against the odds
And that’s why I’ve gotta take

I wish I could just make you turn around,
turn around to see me cry
There’s so much I need to say to you,
so many reasons why
You’re the only one who really knew me at all

So take a look at me now, ‘cause has just an empty space
And there’s nothing left here to remind me,
just the memory of your face
Just take a look at me now,
‘cause there’s just an empty space

But to wait for you, is all I can do
and that’s what I’ve gotta face
Take a good look at me now, ‘cause I’ll still be standing here
And you coming back to me is against all odds
and that’s what I’ve got to face

Take a look at me now

 

Só para “babar” um bocadinho… vejam lá o trailler original do filme! Que saudades!

 

UM BEIJINHO E BOA 3A FEIRA,

MARIA

The Lunch Box

Maio 22, 2014 in MOVIES & PLAYS

“SOMETIMES THE WRONG TRAIN TAKES YOU TO THE RIGHT DESTINATION”

A história pode parecer inusitada mas os personagens tornam-na palpável pela forma como entram no nosso coração de uma maneira consistente e nos tocam com as suas emoções. A ação passa-se num tempo breve, dentro de uma cultura diferente, numa realidade distante… mas no fundo, na essência, tudo acaba por ser igual…  Nenhuma mulher gosta de viver sozinha num casamento. Não somos talhados para engolir a indiferença. Todos queremos amar e ser amados. Em qualquer parte do mundo, uma mulher casada quer ser respeitada e desejada. Em qualquer parte de mundo e em qualquer condição, a viuvez, feminina ou masculina pode ser uma parede no fluxo dos nossos afetos.  Por outro lado também pode ser uma libertação. O rótulo de “reformado” pode significar o princípio do fim. Um abismo difícil de encarar, ou não… pode ser o principio de uma vida vivida sem a corrente da rotina. Em qualquer parte do mundo duas pessoas podem apaixonar-se vindas do abandono afetivo. Em qualquer parte do mundo duas pessoas podem juntar-se pelo prazer de comer… e neste filme come-se muito. Tanto quanto se cozinha…

Esta história passa-se em Bombaim. Ila (Nimrat Kaur) uma mulher mal casada com 30 anos e Saajan (Irrfan Khan) um viúvo amargo e solitário a dias da reforma, encontram-se de uma forma insólita e inesperada. Uma improbabilidade do destino faz com que as suas vidas se cruzem por frases escritas em bilhetes guardados numa marmita de lata que se perde num sistema, supostamente infalível, de entrega de lancheiras – o centenário Dabbawala.

Não vos vou contar mais nada mas não deixem de ir ver A Lancheira! E não se esqueçam.. Por vezes o comboio errado pode levar-nos para o destino certo!

BEIJINHOS E BOM FIM-DE-SEMANA!

MARIA

My Red Carpet predictions and what really happened at the Oscars 2014…

Março 3, 2014 in FASHIONABLE, MOVIES & PLAYS

Quem me vai lendo sabe que me gosto de deitar no horário infantil. Para ser mais precisa, eu praticamente ponho as crianças na cama em dias de férias para me poder deitar logo a seguir.  Ou seja, tudo o que ultrapasse as 10:30 p.m. é praticamente madrugada para mim. Mas há umas noites em que eu desligo o meu “stressometro” com as horas e a coisa flui. A noite dos Oscars é uma delas. Com ou sem companhia, ali fico eu até ao fim. Assim foi hoje… Eu que nem sou muito chocolateira, agarrei-me a  uma tablete de chocolate carregada de avelãs, um copinho de leite de vaca (à moda antiga), o meu pijaminha mais quentinho e confi e aqui fiquei até ao fim do fim… Mas este meu post não é sobre os Oscares nem sobre filmes. Para começar vamos falar da Red Carpet… sobre as minhas previsões e pesquisas pela net que fui fazendo aqui durante a tarde de domingo e sobre o que realmente aconteceu na passadeira vermelha do Dolby Theatre em Hollywood na 86ª edição dos Oscares da Academia.

Vou começar pela minha previsão mais “ao lado” de todas!  Secretamente fantasiei com a escultural Lupita num vestido amarelo, mas confesso que apesar de não ter ficado muito impressionada com este seu Prada “eggshell blue” que a malta aqui em Portugal chama corriqueiramente de “azul cueca”… quando a vi emocionada receber o seu Oscar para Melhor Atriz Secundária, fiquei encantada com o seu ar de princesinha Africana  que ficará para sempre na nossa memória. Ou seja, apesar de não morrer de amores por este vestido, de achar que o decote não a favorece particularmente e de achar que a cor não é aquela que melhor lhe fica… a verdade é que adorei o look final e os pequenos detalhes de styling, como o anel de ouro amarelo e turquesas e a bandolete de brilhantes.

Para a Jennifer Laurence eu fantasiei também um bocadinho mas já não estive tão fora da realidade… Obviamente, algo em mim quis reviver o momento “vestido rosa com cinto preto” ou qualquer coisa muito dentro dessa linha. Fiquei contente de a ver aparecer de encarnado. Acho que este “award season” nunca a tinha visto tão bonita. Não há duvida que guardou o seu “best for last”. Não adorei o cabelo e de alguma forma acho que a fez parecer menos jovial… um bocado uma versão Lady Diana anos 2000… mas adorei o colar de brilhantes a cair pelas costas… alias como já tinha adorado no ano passado ( AQUI ).  Sem duvida uma das minhas preferidas da noite!

Isto aqui fui eu a sonhar com uma super sexy Sandra! Na verdade ela é Sexy mas eu queria Mais decote, Mais cabelo solto e um colar a cair com um pendente entre o peito… Se calhar não era nada “Oscares” mas que ela ia ficar uma brasa, lá isso ficava! – Em relação à realidade… não há nada a criticar mas também não há nenhum pormenor fora de serie. Não adorei o cabelo tão escuro… mas gostei imenso da maquilhagem bem dramática. A verdade é esta… não houve nenhuma aparição desta menina desde o dia zero deste “award season” em que ela se tenha apresentado menos bem. Go Sandra!!

Aqui não acertei por pouquinho… ãh meninas?! Nada mal para quem não percebe muito disto. E só cá para nós, azul por azul gosto mais do meu vestido Carolina Herrera que do Gucci tão estruturado que a Amy usou! Também adorava que ela tivesse levado o cabelo solto com um ondulado mais natural. Achei que ela estava linda, claro… mas não me senti arrebatada, tenho que confessar. Eu que me “apaixonei” tanto por esta pequena no filme The American Hustler, como vocês sabem (e quem não sabia pode ler AQUI) gostava de ter ficado de queixo caído … mas foi morninho, morninho… – Seja como for, achei que ela irradiava felicidade e confiança. Sentia-se a uma légua a sua maravilhosa auto-estima e isso é um dos melhores adereços que uma mulher pode vestir, sem dúvida.

E olhem que pertinho estive eu aqui com esta minha previsão para a rainha Meryl?! Sabemos que ela tem aquele seu registo tão típico e que a surpresa nunca será grande… Seja como for, achei-a no seu verdadeiro melhor. Admiro-a tanto que acho que está quase sempre bem com aquele seu espirito generoso e seguro. A grande recordista de nomeações para o Oscar de Melhor Atriz e que poderia bem ter ganho o seu 4º Oscar este ano, de tal forma foi extraordinária a sua atuação em “August: Osage County” tem uma graça natural que colmata a sua falta de noção de estilo. Pelo menos é a minha opinião….

Ui… aqui estive bem longe da realidade! – De qualquer forma tenho que partilhar que enquanto escolhia este vestidinho encardaducho para a minha amiga Julia lembrei-me que as probabilidades de ela vestir preto seriam grandes uma vez que perdeu uma meia irmã nos últimos dias. Pelo que a comunicação social fofoca não eram as melhores amigas mas o vestido encarnado podia cair meio mal. Mas confesso que depois de me lembrar deste pequeno grande detalhe não me apeteceu ir procurar um vestido preto porque me apetecia ver a nossa Pretty Woman de encarnado e pronto! – Quanto ao vestido de renda preto, era bonito, claro. Não perdi a cabeça mas ela estava radiante com as suas novas madeixas loiras.

E pronto, vou acabar com chave de ouro. Não só porque a nossa Cate levou a estatua para casa e provou mais uma vez que é uma atriz extraordinária, mas, e principalmente, porque acertei no vestido que ela ia vestir. Juro-vos que fiquei completamente incrédula quando a vi chegar à Red Carpet. Até pensei que era um vestido muuuuiiito parecido… Mas quando O Rayan Seacrest lhe perguntou ” what are you wearing?” e ouvi as palavrinhas Armani Privé a saírem da sua boca… nem queria acreditar na coincidência de ter acertado na mouche! – Escusado será dizer que amanha vou jogar no Euromilhões. Amanhã?!… São 5:00 a.m. Maria Barros!!! Vais jogar no euromilhões hoje, seja lá a que horas consigas acordar. Credo… Pronto, provou-se que o vestido que escolhi para esta loira maravilhosa lhe ficava efetivamente bem! – Condesso que fiquei apaixonada por aqueles brincos que me pareceram ter turquesas e brilhantes (vou saber… ) – Sim, agora (neste momento) já não vou saber mais nada nem vou escrever mais nada…. Esta aventura acaba aqui!

Obrigada por me terem feito companhia nesta cerimonia dos Oscares, já que por aqui nem a minha cadela Kate quis ter nada a ver com isto. Enquanto fui vendo a cerimonia, ia escrevendo e confesso que me diverti a dobrar!

Amanhã volto para o rescaldo e um post menos ensonado!

Uma ótima segunda feira para todas e todos.

BEIJINHOS,

MARIA

 

70’s SEXY GLAM – Dream Costume Design

Janeiro 28, 2014 in FASHIONABLE, MOVIES & PLAYS

Desculpem lá as que já começam a ficar fartas com esta minha ligeira obsessão por cimena. Ainda por cima com a aproximaçãoo dos Oscares a coisa agrava-se substancialmente, eu sei.

Na 6ª feira fomos ver o The Americarn Hustler (A Golpada). Nem me vou começar aqui a estender em elogios porque imagino que já deva ter sido tudo dito. Candidado a 10 oscares da academia… o filme é colossal. Obrigatório, mesmo! – Parece que tem tudo a seu favor… Uma história baseada em factos verídicos belissimamente contada por David O. Conner que mostra aqui, mais uma vez, ser um dos melhores realizadores da actualidade. O cast é do outro mundo…. o set design também está muito bem conseguido. Mas, queridas amigas… O que é que era aquele guarda roupa??

A única coisa que vou fazer hoje é mesmo só BABAR bastante para o guarda roupa da Amy Adams. A sério… Meu Deus… o que era aquilo?! – Sai da sala de cinema cheia de vontade de vestir um DVF wrap dress com um decote só um bocadinho mais comedido que os decotes da Sydney, umas tribute YSL douradas, um colar Gucci e  uns óculos Tom Ford daquels bem grandes. – What can I say?! Apaixonei-me pela personagem interpretada pela Amy Adams. Ela até pode não ganhar o Oscar, mas ninguém se vai esquer dela neste filme. Da forma intensa como interpretou este personagem… Depois deste filme, nenhum homem vai voltar a olhar para a “doce e singela” Amy da mesma forma! – Trust me! : ) Acho que, de uma maneira ou de outra, saímos TODOS da sala apaixonados por ela…

Escolhi algumas fotos em que a podem ver com autênticos modelos vintage DVF e Halston, acessórios Gucci e YSL. Alguns vestidos são interpretações do maravilhoso Costume Designer Michael Wilkinson que está mais do que de Parabéns por este seu projeto. Não há nenhuma cena em que não seja evidente uma atitude livre e natural em relação à moda. Vestidos justos e decotes profundos transmitem-nos a perfeita imagem do Glamour Sexy dos anos 70. Há sempre uma sensação de poder e liberdade quando olhamos para Sydney Prosser e é exatamente isso que nos atrai tanto em relação a ela!

Pronto… vou-me calar! – vejam o The American Hustler e depois venham-me cá dizer se eu não tinha razão!!!

Já agora não deixem de ver este curto video em que passam uma pequena parte da cena em que a Sydney tem acesso, pela primeira vez, a vestidos esquecidos por clientes ricos no quarto dos fundos da lavandaria do namorado. O wrap dress verde foi uma das imposições do realizador que quando esteve a fazer a sua pesquisa e encontrou a capa da News Week de Março de 1976 (em que a Diane Von Furstenberg foi fotografada com o seu iconico green wrap) achou que o teria de incluir de alguma forma no filme. Michael e a sua equipa acabaram por o encontrar numa loja vintage on-line. Se tivesse sido hoje e porque o wrap dress esta a comemorar os seus 40 anos, eles não teriam que ter procurado tanto. Bastava terem ido ao site DVF, porque foi feita uma reedição de originais em que este green print esta incluído. Ou seja, se alguém estiver com muita vontade de um 70’s revival, basta seguir o link da foto. Já fiz o trabalhinho todo por vocês… agora é mesmo só comprar!

[www.DVF.com]

BEIJINHOS PARA TODAS,

MARIA

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