So long L’Alpette!

Abril 5, 2016 in GLOBETROTTER

L'Alpette

[ Fotografia pessoal tirada em 2015 ]

Queridas amigas, viciadas e companheiras de viajem… Como algumas devem saber, estive de férias, na mesma estância de ski para onde vou há já vários anos e, por isso, sem grandes novidades para vos contar. Megève continua linda e pitoresca naquele seu cantinho dos Alpes com uma vista privilegiada para o imponente Mont Blanc. O programa é quase sempre o mesmo… Pistas, ski, baguete à descrição, almoços na montanha, vin chaud, quilos de queijo, crepes, gorros, sol, fotossíntese, mais pistas, conversa em dia, lutas de bolas de neve, muitas fotografias, alguns trambolhões…. e 3 quilos a mais no fim (isto de cabeça porque não sei se já alguma vez vos disse mas não tenho balança) …resumindo, tudo de bom!

Chegámos à conclusão que o programa se repete de tal forma que, não fossem as crianças (pré-adolescentes) crescerem à ordem dos 30 cms por ano, nem precisávamos de mudar a fotografia na moldura. É sempre tudo muito parecido…

Infelizmente houve uma perda em Megéve, e quem conhece a estância e não sabia, vai de certeza ficar triste com a noticia… O restaurante L’Alpette, que era, sem dúvida, o mais emblemático das pistas [ Um chalé charmosíssimo a 1895 metros de altitude onde não só se almoçava divinalmente como se podia parar para um reconfortante chocolate quente a meio da manhã ] e que estava aberto desde 1935, ardeu em Agosto do ano passado. Do nosso L’Alpette não sobrou rigorosamente nada. Só mesmo as nossas memórias e algumas fotografias.

Diz-se, na vila, que a familia Sibuet (famosos hoteleiros e donos do L’Alpette) faz total tensão de reconstruir o edifício à sua gloria e charme originais. E que, para o ano, no topo da pista Emile Allais lá estará, novamente, este chalé que era, na verdade, um dos mais importantes marcos desta terra Alpina e chegou a ser considerado pela revista Figaro como o melhor restaurante de Montanha.

Para ter a certeza que esta reconstrução vai acontecer, acho que vou ter de voltar. Ainda não é para o ano que o Rui me consegue arrastar para outra estância…

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beijinhos

 

 

 

My Birthday in Rio

Julho 8, 2015 in GLOBETROTTER, MY HAPPY SELF

Birthday in Rio

Estas ultimas semanas passaram tão depressa que nem me apercebi que não tenho parado um minuto por aqui!  Para além de ter tido dias realmente muito ocupados na ultima quinzena de Junho ainda comecei o mês com uma curta mas saborosa viajem em família ao Rio de Janeiro para comemorar o meu aniversário!

Teve todos os ingredientes para ser uma viajem feliz… Rio, um dos lugares neste mundo que me tira do sério de lindo que é, uma temperatura maravilhosa, acordar com aquela vista, passar o dia dos meus anos na praia do Lebron, aproveitar qualquer bocadinho de fome para comer Açaí e apagar as velas com esta minha família linda e carinhosa no restaurante Aprazível com uma vista deslumbrante sobre a Cidade Maravilhosa. Melhor era impossível!

Mas se tivesse de escolher um momento como sendo o mais especial… sem dúvida o momento, ao pequeno almoço, em que li o cartão que o Salva e a Bu escreveram numa co-produção artística com direito a um coração feito com a marca das mãos de cada um e palavras que me levaram, literalmente, às lágrimas.

O que nos leva à redundante conclusão…. the best things in life are REALLY free!!

Senti-me a pessoa mais feliz do mundo!

beijinhos

No te vayas a la trastienda!

Maio 7, 2015 in GLOBETROTTER, HEALTH & BEAUTY, MY HAPPY SELF

marrakech

Como maior parte de vocês já começa a fazer uma ideia, sou uma medrosa para umas coisas e depois para outras sou a pessoa mais descontraída do mundo. Tenho medo de andar num tele-ski no pico dos Alpes, onde tudo funciona com a precisão de um relógio, mas sou capaz de me atirar para as vielas da medina em Marrakech com uma descontração assim até meio inconsciente…

No sábado de manhã, do nosso fim-de-semana em Marrakech, saímos do Riad que ficava na parte norte da medina e, sempre a pé, fomo-nos dirigindo para o souk… sem mapa nem guia. Duas amigas tugas, na pura descontração. No hotel avisaram-nos para, se nos sentíssemos perdidas, não perguntarmos direções a miúdos de rua. – Façam sempre as perguntas aos proprietários das lojas! –  E assim fomos fazendo… quando achávamos que estávamos a caminhar para um beco sem saída, perguntávamos onde era a Praça Central e os comerciantes, quase todos muito simpáticos, lá nos iam dando direções.

A certa altura a minha amiga Natacha que  é filha de uma espanhola cheia de raça, daquelas que vive em Portugal há 40 anos mas que falará sempre, e com orgulho, um português atravessado de castelhano (vulgus portunhol) vira-se para mim e diz… Não podemos ir para trastienda! Foi a única coisa que a minha mãe me disse antes de vir. “No te vayas a la trastienda!!”

E eu… O que é que isso quer dizer? traduz…

É para não nos deixarmos levar para a parte de trás das lojas… para não sermos roubadas!

Sim… o que seria?! Também não somos tão tontas que fossemos cair nesse truque básico de ir para a parte de traz de uma loja!

E entre risos lá seguimos caminho… As mães preocupam-se com cada coisa… para elas é como se tivéssemos 8 anos a vida toda! Enfim…

Uma das nossas primeiras paragens foi à porta de uma loja que nos seduziu pela cor que tinha cada cesto. Parámos para ver… bagas, pétalas, chás, ervas medicinais… à porta estava escrito em letras encarnadas House of Happiness e eu gostei logo do titulo.

Uma rapariga de bata branca (em cima na foto) que minutos mais tarde viríamos a saber que era casada com um senhor Português originário de Coimbra, veio ter conosco e começou a explicar o que poderíamos fazer com cada erva, cada baga, cada fruto seco… de um momento para o outro as possibilidades daquela ervanária pareciam conseguir superar qualquer avançado Institulo La Prairie na Suiça.

A rapariga da bata branca convidou-nos a entrar. Primeiro para a loja e logo a seguir para um pequeno compartimento cheio de frascos com ervas. – Entrámos.

Começou por nos explicar os vários benefícios do óleo milagroso de Argan e passámos rapidamente para os óleos essenciais, para os chás afrodisíacos (que ela sabia, à partida, que os nossos maridos não precisariam uma vez que Portuguese men are very active!), ervas que acabam com o ronco noturno, pó de caril para o frango, gotas calmantes e oleos de masssagem para lesões várias. Não ouve nada que não nos animasse… queríamos comprar tudo… até o afrodisíaco, nunca se sabe o dia de amanhã!

Numa placa escrita à mão anunciavam Back Massage2€. E eu, que dou tudo por um mini spa, olhei para a placa e para a nossa amiga de bata branca como quem sugere… Não era nada mal pensado… Uh?!

Would you like a back massage? Perguntou. Entreolhamo-nos… Why not?! Lá mandaram vir mais uma moça de bata branca e no minuto a seguir quando tomei consciência, estavamos numa sala dos fundos em cuecas e sutien a ser massajadas por duas senhoras que tínhamos conhecido há 5 minutos numa loja que anunciava a felicidade no meio de um souk em Marrakech. Nesse momento caiu-me a  ficha… Estávamos, efetivamente, no lugar onde não era MESMO suposto… em Transtienda! Pior… estavamos despidas em transtienda! – Tivemos um ataque de riso… como se tivéssemos 8 anos e estivessemos a fazer exatamente o contrario daquilo que a mãe tinha mandado. Afinal… as mães lá sabem o que dizem!

Foi assim que começou o nosso sábado em Marrakech. Imaginem o resto….

Herboriste La Sagesse

[www.herbesagesse.com]

beijinhos

 

P.S.- A frase escrita da forma correta é “No te vayas a la transtienda” e não da forma como comecei por escrever “No vayas transtienda”. Tantos anos a ler a Hola! e continuo a não perceber nada de Castelhano!

Comptoire Darna – Marrakech

Maio 4, 2015 in GLOBETROTTER, LET'S EAT!

Comptoire Darna

Na semana passada, fui com uma grande amiga, passar um fim-de-semana a Marrakech e tivemos o prazer de conhecer mais um restaurante daqueles que trazemos no coração e sabemos que um dia vamos voltar.  Se uma viajem a Marrakech estiver, mais ou menos no vosso radar, apontem… um lugar que não pode falhar na vossa próxima visita: chama-se Comptoire Darna e personifica tudo aquilo que Marrakech tem de bom para oferecer aos seus turistas acidentais, ávidos de ter uma experiência que se aproxime vagamente da imagem que temos das Mil e Uma Noites.

E olhem que eu sou aquela pessoa que fujo de lugares turísticos e muito óbvios e claro, confesso que fiz uma pequena resistência interior a ir jantar a um restaurante carregado de dançarinas do ventre… mas a resistência acabou mal passei a primeira cortina. Senti-me, automaticamente, a entrar numa realidade paralela… num cenário de noites mágicas. Uma vez lá dentro percebemos que estamos no lugar certo…. uma decoração irrepreensível iluminada a luz de velas encarnadas e muitos ramos de rosas em bouquet a fazer lembrar o restaurante do Hotel Costes em Paris (não fosse o dono um francês cheio de pinta). Cheiro de especiarias e perfume de laranjeira, cocktails, uma cozinha fabulosa e uma animação que não acaba mais. A música talvez seja o elemento mais marcante deste espaço em que um DJ residente nos brinda com versões que conhecemos de toda a vida intercaladas por aqueles sons de Marrakech meios hipnotizantes. Passei a refeição a dançar sentada se é que isso é possível…

A partir de uma certa hora o restaurante vira, literalmente, um bar do mais animado que vos pode passar pela cabeça… onde rodam garrafas de champanhe, shishas e bomba um grande som.

Como éramos duas “senhoras desacompanhadas”, às 2 da manha, ainda a “procissão ia no adro”, achámos que seria mais prudente recolher ao Riad porque, começámos a perceber que a fauna tinha mudado “ligeiramente”… de repente deixámos de ver pares de casais apaixonados e famílias bem postas  para ver bandos de Sandokans de olhos brilhantes e muitas mulheres com ar extremamente duvidoso que acabámos por confirmar que eram exatamente aquilo que pareciam ser.

Sabem aquele momento “Cinderela”?!… em que há qualquer coisa que nos diz que se ficármos, um bocado que seja, mais o barco pode virar?! – Assim aconteceu… não ficámos para ver naufrágios e saímos com a certeza que numa próxima visita à Cidade Ocre esta será uma paragem obrigatória.

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C.SalleRDC 0064

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C.SalleEtage-0079

COMPTOIRE DARNA

Avenue Echouhada, Marrakech, Marrocos
+212 5244-37702

Quando ligarem para marcar têm várias opções de escolha. Podem escolher o restaurante, a varanda ou o bar no piso superior. Se querem mesmo muita animação, escolham o bar. Foi onde nós ficámos e adorámos. O único problema é mesmo que a partir de uma certa hora não se consegue conversar porque a música fica mesmo muito alta. Ideal para aqueles casalinhos sem tema de conversa… 😉

beijinhos

De volta à realidade…

Abril 1, 2015 in GLOBETROTTER

Megève 2015

De volta à nossa querida terra e a esta primavera de sonho! E sim, apesar de ter estado trancada em casa desde que cheguei, afaga-me a essência sentir este nosso sol a entrar pela janela.

Lembram-se de vos dizer que, depois da obra no sótão, tinha ficado com vontade de fazer algumas alterações no resto da casa?! Pois… aconteceu! Ou, melhor dizendo… começou! Aproveitei esta semana em que estivemos fora para começar pela parte pior… afagar e envernizar o soalho de madeira no primeiro andar, onde, por acaso, está o meu quarto. Achei que uma semana seria suficiente para encerrar os trabalhos e foi efetivamente mas, infelizmente, o cheiro que a nossa casa tinha quando abrimos a porta no domingo era forte suficiente para aplicar grandes mocas em veteranos do Casal Ventoso. E não, não estou a exagerar. Valeu-nos a corrente de ar que conseguimos provocar com todas as janelas e portas abertas durante o dia mas à noite, mesmo assim o nosso quarto estava impraticável para consumo.

Somem uma casa “envenenada”, muitas correntes de ar a uma proprietária que já vinha constipada. O resultado não podia ser ótimo … Mas pronto, a coisa está a melhorar. Nada que uns chazinhos, uns Brufen 600 e uns Rinialers não curem. O pior é que eu odeio tomar remédios… Mas quando somos “encostadas à parede”, não há cá frescuras holísticas… Quando a coisa aperta a malta lá engole uns químicos e espera que a coisa faça efeito… e rápido de preferência.

Por isso amigas, o regresso não foi fácil mas a barriga veio cheia de tudo de bom. Nem me fica bem estar para aqui com lamechices…

Quem segue a minha conta de INSTAGRAM sabe que tentei ser assídua para compensar a “porta fechada” aqui no blog.  E hoje deixo aqui mais alguns  Instamoments que retratam tão bem esta semana de família, descanso e boa vida.

Como dizem, e bem, os meus filhos, “o que a mãe gosta mesmo é do apré-ski”. Não deixam de ter alguma razão, mas o que eles não sabem é que aqueles almoços na montanha me sabem pela vida, porque tudo o que os antecede e precede é tão especial que acaba por ser a moldura perfeita para momentos de pura felicidade. A verdade é que eu adoro todos os bocadinhos destas férias. Não posso dizer que a gastronomia não é uma parte importante porque estaria a mentir… come-se muito bem naquela terra. Mas não há nada como uma manhã passada na montanha em boa companhia…. nunca serei uma craque no ski mas adoro ser uma medrosa que se supera. Gosto de ultrapassar os meus medos e gosto também da vista, do ar puro e  daquele som tão característico das pistas. O som do silencio. Silencio foi a palavra que me acompanhou em tantos momentos destas férias… apesar das crianças, das conversas, do vin chaud, das gargalhadas e de toda a azafama que envolve esta semana na neve… ficou-me a nostalgia do silencio, de tantos pensamentos que me acompanharam e das músicas que fui ouvindo na minha cabeça. Não houve um dia em que não tivesse agradecido muito ao universo o privilégio de poder estar ali… naquele lugar que eu adoro, na melhor companhia do mundo. Principalmente porque sei que qualquer um deles gosta mais deste programa que eu… São sempre umas férias muito especiais!

Megève 2015

beijinhos

Blog Fechado para Férias!

Março 23, 2015 in GLOBETROTTER

Megève

Até pensei levar o computador… a verdade é que equaciono sempre levar o computador para onde quer que vá, mas quando chega a hora da verdade, pego num livro e lá vou eu, bem leve. Os nossos períodos de férias são, quase sempre, muito curtos, por isso tenho mesmo de os aproveitar a cem por cento. Desligar do mundo, de vez em quando, não só é saudável como é importante para a nossa saúde mental e paz de espirito. Por isso, queridas amigas, viciadas ou não, companheiras já de tantos momentos… passei hoje por aqui para vos dizer que apesar de ter saudades destas nossas partilhas, esta semana vou fugir! – Fiquem bem! – Se tiverem um mini desejo de Addicted-to-Style, espreitem o INSTAGRAM porque o telemovel vai na carteira! Esse ainda não fica em casa sozinho. Coitadinho do meu pequenino… 😉

beijinhos

 

 

 

 

The Waverly Inn

Novembro 19, 2014 in BOOKS & SONGS, GLOBETROTTER, LET'S EAT!

waverly inn logoThe Waverly Inn

Quando se cruza o Atlântico para ir jantar fora, é melhor que o restaurante seja mesmo bom. Conheço alguns em Nova York, mas adorei ir ao The Waverly Inn no bairro trendy de Greenwich Village. Não me foi recomendado particularmente por ninguém mas já numa ou outra situação tinha ouvido falar neste restaurante. Ou seja, estava na lista. E valeu mesmo a pena, uma vez que superou em tudo as minhas expetativas.

O edifício é muito antigo. A estrutura terá mais de 200 anos. Como restaurante funciona já desde 1920. Começou por ser o lugar de eleição da elite intelectual de Manhattan. Durante muito tempo foi palco de tertúlias onde se encontravam poetas, escritores, pintores… figuras importantes da cultura mundial. Em 2006 o espaço foi comprado por Graydon Carter, um influente editor da revista Vanity Fair. Graydon, para além de atrair a elite cultural, puxou também para o local uma saudável massa de celebridades que adoram serem fotografadas à porta do pequeno restaurante, onde muitas vezes os esperam grupos de paparazzi.

Na 6a feira, quando chegámos, percebi logo que a àrea estava calma, mas de fora, nada faz imaginar o ambiente que se vive dentro. Sentimo-nos literalmente entrar num romance de Charles Dickens, num cenário assim meio Vitoriano mas onde, por contraste, os “personagens” vestem Prada ou Gucci e as senhoras passeiam as suas carteiras Valentino e os seus vestidos Lanvin pretos. Acho que quase todas as pessoas naquele restaurante estavam vestidas de preto… só um detalhe. Mas chic… tudo chic a valer! – Como diria Dâmaso Salcede, o gorduroso lambe botas de Os Maias.

O pé direito é baixíssimo como seria de esperar de uma taberna campestre. Um autentico pub inglês de 1800s… com lareiras e tudo. Com apenas 6 bancos de bar, muitas são as pessoas que chegam e ficam em pé enquanto esperam pela sua mesa ao sabor de um belíssimo cocktail. Esta primeira sala tem algumas mesas de refeição mas tivemos a sorte de jantar na sala principal onde a atmosfera é mais calma e com um toque Parisiense. As paredes estão pintadas com murais de Edward Sole, caricaturista e ilustrador, amigo pessoal de Graydon Carter. A ideia foi retratar naquelas paredes exatamente a fauna de artistas e intelectuais que sempre encheram de cultura aquele emblemático espaço. Confesso que se reconheci uma mão cheia foi bastante… Bob Dylan estava mesmo à minha frente e Andy Warhol perto…. Marlon Brando também lá está e Truman Capote… De resto, grande parte são escritores, poetas, politicos… figuras que deixaram o seu DNA na estória da cidade mas não imediatamente reconhecíveis por dois “tugas” cansados…

De resto, tivemos uma refeição deliciosa. Como já tinha ouvido falar no “Mac and Cheese” com trufa, não hesitei muito na hora de escolher o prato principal. A fama precede-o mas confesso que quando percebi o preço (48 horas mais tarde) achei ligeiramente despropositado… não deixa de ser uma “pratada de massa com natas e queijo gratinado” ao preço da melhor lagosta, mas pronto… estávamos no The Waverly Inn, a jantar no centro do mundo, numa 6a feira à noite, depois de uma semaninha de cão e praticamente diretos de um voo de 8 horas. Merecíamos qualquer coisa!

Existe um livro publicado com fotos e a descrição de cada personagem dos murais do restaurante, chama-se  The Mural at the Waverly Inn.  Não deixem de dar uma espreitadela! Deve ter muito mais graça chegar e saber quem é quem, do que andar ali a divagar como nos aconteceu a nós… “Mas quem são estes caramelos todos?!”

The murals at the Waverly Inn

 

Se lá quiserem ir, na vossa próxima visita à cidade, não se esqueçam de reservar [AQUI].

Diz que” está sempre à pinha…

The Waverly Inn  fica em 16 Bank St, New York, NY 10014.

beijinhos

 

In English

When you cross the Atlantic to go out to dinner, you better pic a really good restaurant. I know quite a few in New York city, but I loved going to The Waverly Inn in the trendy neighborhood of Greenwich Village. It wasn’t recommended by anyone in particular but for some reason I had heard about it and it was on my list. And it was worth the trying , as it exceeded all my expectations.

The building is very old. The structure has probably more than 200 years. It became a restaurant in 1920. It started as the place of choice for Manhattan’s intellectual elite. It has long been host to gatherings of poets, writers, painters … In 2006 the space was bought by Graydon Carter, an influential editor of Vanity Fair. Graydon, besides attracting the cultural elite, also pulled a healthy local mass of celebrities who love being photographed by the door of the small restaurant where often are expect by groups of paparazzi.

Last Friday, when we arrived, I soon realized that the area was calm, but from the outside, no one guesses the kind os atmosphere that’s inside. We literally feel as if we are entering a novel by Charles Dickens, where, by contrast, the “characters” wear Prada or Gucci and the ladies carry their Valentino purses and their Lanvin black dresses. I think almost everyone in that restaurant were dressed in black … just a small detail. But all very chic!

The rooms are very low as you would expect from a very old country inn. An authentic 1800s English Pub… with its fireplaces and all. With only six bar stools, there are many people who come and get to be standing while they wait for their table with a wonderful cocktail in hands. This first room has a few dinning tables but we were lucky to seat in the main dining room where the atmosphere is calmer, with a Parisian twist. The walls are painted with murals by Edward Sole, caricaturist and illustrator, personal friend of Graydon Carter. The idea was to portray in those walls exactly the fauna of artists and intellectuals who always filled with culture that emblematic space. I confess that if I recognized a handful was a lot … Bob Dylan was right in front of me and Andy Warhol close …. Marlon Brando was also there and Truman Capote … Moreover, most are writers, poets, politicians. .. figures who left their DNA in the story of the city but not immediately recognizable by a tiered portugues couple…

Moreover, we had a delicious meal. As I had already heard about the “Mac and Cheese” with truffle I did not hesitate much when choosing the main course. The reputation precedes it but I confess that when I was informed about the price (48 hours later) I found it slightly outrageous …after all it’s just a “Full plate of gratin pasta and cheese” at the price of the best lobster, but anyways … we were at the Waverly Inn, dinning in the center of the world, at a Friday night, after an awful week and almost directly from an 8 hour’s flight. We deserved all we wanted!

There is a book published with photos and descriptions of each character in the murals of the restaurant, called The Mural at the Waverly Inn. Do not forget to take a peek! Must be more fun to get to know who is who before walking there than to keep wandering who everyone was like we did…

A short and cold visit to the Big Apple

Novembro 17, 2014 in GLOBETROTTER, INSTAGRAM FAVORITE

Nova York

Na semana passada, apesar de ter ido dando algumas noticias por aqui, estive doente com uma amigdalite como já não tinha há…. ? Será que alguma vez tive uma assim?! Nem sei… Mas pronto… depois de duas idas ao médico e uma caixinha de antibiótico que eu odeio tomar (porque acho sempre que me está a fazer bem a uma coisa e mal a vinte…) lá fui melhorando a passo de caracol. Salvou-me ter o Rui por perto porque me foi aqui gerindo as coisas por casa e mimando, que é sempre uma coisa que nos sabe bem quando estamos mais vulneráveis. E ao ver-me melhor na 6a feira, não fez mais nada… pegou em mim e levou-me a jantar fora… sabem onde? Nova York! (praticamente ao lado de casa portanto…) – Sim que isto de vida de piloto não é sempre fácil mas depois tem destas coisas boas… Eu teria ficado feliz com um ramo de flores mas confesso que o jantarinho em Nova York me soube pela vida. Eu sei, vocês vão dizer… “mas deve ter demorado uma eternidade para lá chegar!” – Confesso que me pareceu quase tudo rápido. Entre as refeições (eu sou daqueles cromos que adora refeições a bordo), conversa e leitura (li um livro da primeira à ultima página) as oito horas de voo, voaram… literalmente! – Pior mesmo foi a fila para o controle de passaportes à chegada, mas pronto… Como o Rui ia a trabalhar passou rapidamente como tripulante mas depois teve de esperar uma hora por mim. Que isto de ser civil, à entrada dos Estados Unidos, tem o que se lhe diga… paciência é a palavra chave para ir aguentado a seca com um sorriso na cara! É assim… estás em Nova York certo?! O impacto emocional não pode, nem deve, ser o mesmo da espera numa fila na repartição de finanças… estás a um paço de estar na Big Apple… Encara lá a fila com com cara alegre!

E assim foi, com um sorriso na cara, cheia de frio (porque deviam estar uns 3ºC…) um bocado cansada, não só pela semana complicada que tinha tido mas também pela viajem, que eu fui jantar na melhor companhia que o Universo me deu. E depois de ter passado uma semana a sentir-me miserável, acabei a minha 6a feira como uma princesa, a jantar num restaurante trendy no Village, rodeada de muito barulho e gente gira… feliz porque o pior já tinha passado!

No sábado ainda tive direito a um pequeno almoço num Diner típico americano, a um passeio pela 5a Avenida, com direito a paragem demorada na J.Crew, claro… com é muito, muito obvio…  e a saborear uma “New York’s Favourite Pizza” no Famiglia para o almoço (que isto de ir a NY e não comer, nem que seja uma vez, em prato de papel, não está com nada) …  Quando chegou ao fim, esta minha breve passagem por NY, já nem me lembrava que tinha estado doente. Tudo me pareceu completamente remoto… Voltei feliz e com vontade de fazer, sabem o quê? – A árvore de Natal! – Acho que vai ser já hoje.

beijinhos

In English

Last week, despite having posted some times, I was ill with the worst throat pain ever  ….? Will I ever had one like that ?! I don’t know … But well … after two visits to the doctor and an antibiotics prescription, which  I hate taking  (because whenever I think is doing one thing good I imagine twenty others it’s doing bad…) I was better by the end of the week. It was great that Rui was around helping managing things with the kids and spoiling me, which is always a good thing when we are most vulnerable. And as I was obviously much better by Friday, he decides to invite me for dinner …  guess where? New York! – A pilot’s life is not always easy but then they have these great things … I would have been happy with a bouquet of flowers but I confess that dinner in New York was a little bit more exciting . You are probably thinking … “but it takes forever to get there!” – I admit that almost everything seemed fast. Between meals (I am one of those nerds who loves plain meals), some talk and reading (I read a book from the first to the last page) the eight-hour flight, flew away… literally! – The worse was the passport control queue on arrival … As Rui went as a crew member he passed quickly but then had to wait an hour for me. Being a civil, entering the United States, requiers some patience. But then again it’s like … you’re in New York right ?! The emotional impact can not, and should not, be the same as waiting in line at the tax office … you’re one step away from the Big Apple … so just put a smile in that face and wait!

And so it was.. with a smile on his face, super cold (because it should be about 3 ° C …) and a bit tired, not only by the difficult week he’d had but also by the journey, I was dining in the best company that the Universe gave me. And after having spent a week feeling miserable, I finished my Friday like a princess, dinning at a trendy restaurant in the Village, surrounded by a lot of noise and fancy people… so glad the the storm was over and done!

On Saturday I was still entitled to breakfast at a typical American Dinner, a walk through 5th Avenue, completed with a stop at J.Crew (what else?!) … and to enjoy a “New York’s Favourite Pizza” for lunch at the Famiglia restaurante (going to NY and not eating, even if just once, from a paper plate doesn’t feel like the real deal) … When it came to an end, my brief one-night-stop in NY , I didn’t remember anymore that my throat had ever hurt. Everything seemed quite remote … I came back happy and willing … you know what!? – Put up my Christmas tree!

Maine #1 – Kennebunkport Inn

Agosto 19, 2014 in GLOBETROTTER

Kennebunkport Inn

 

Se calhar já não se lembram, mas mesmo antes de ter ido para o Brasil, tinha feito um #tbt sobre as nossas férias do verão passado em Maine onde disse que iria voltar para vos deixar 3 sugestões sobre este lugar tão bonito. Eu sei que não é evidente fazer férias em Maine, não sei se alguém já pensou neste lugar como possível destino turístico…. Realmente não tem a água turquesa, nem a palmeira e a pinacolada, mas tem uma costa linda com aquele toque inimitável de New England que nos habituamos a ver nos filmes. As casinhas com os seus relvados imaculados, os picket fences, os faróis ao longo da costa, as ruazinhas de comercio numa versão Disneylandia Costeira e aquela fauna “uber preppy”, com camisas Ralf Lauren e vestidos J Crew, que habita estas cidadezinhas  nos meses de verão.

Este hotel, encontrei-o por mero acaso. Um dia fomos a Kennebunkport porque eu queria que o Salvador e a Clarinha tivessem a verdadeira experiencia de comer uma deliciosa Maine Lobster. Como não marcámos mesa e era Agosto, chegámos ao restaurante da moda e a espera era de 2 horas o que, sem crianças é a loucura… com crianças é simplesmente impraticável.

Saímos à procura de uma alternativa e foi o Salvador que disse… “mãe… está ali uma esplanada com bom aspeto” e a empregada da esplanada com bom aspeto (Restaurante One Dock), lá se compadeceu de me ver aparecer com duas crianças e arranjou-me uma mesa. Aprendi a lição. Em Agosto, em Kennebunkport, fazem-se reservas. Não há alternativa. A cidadesinha está cheia de turistas que, apesar de não apinharem as praias de areal extenso durante o dia, entopem, literalmente, os restaurantes à noite.

Mas o palpite do Salva foi mais que certeiro e comemos divinalmente. Comemos todos lagosta, claro. Em Roma é-se romano. Eu comi Bolos de Lagosta, a Clarinha uma Lobster Pasta e o Salvador, como seria de esperar, atracou-se ao belo do bicho inteiro com unhas e dentes. Este rapaz é um verdadeiro gourmet aventureiro. Desde sempre, não há nada que não faça questão de experimentar sempre que viajamos. É esquisito e parece difícil de comer?! Manda vir! -Em França comeu patas de rã, na Africa do Sul, carne de crocodilo…. já marchou muita coisa estranha para dentro daquele pequeno corpinho.

No fim da refeição e depois de já não ter muitas duvidas que, realmente tínhamos tido a sorte de jantar num belíssimo spot, percebemos que o restaurante One Dock, fazia parte de um hotel de charme. E que o cozinheiro era top chef e que o restaurante era premiado e tudo e tudo. Bingo! – Para não falar na decoração que era irrepreensível. New England Costal Style ao melhor nível. Muito beto mas muito giro!

Ou seja, uma ótima sugestão, não só para jantar como um bom lugar para ficar, se algum dia vos der na cabeça para irem para aqueles lados. (Kennebunkport fica mais ou menos a uma hora de carro do aeroporto de Boston)

One DockKennebunkport, Maine

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lobby

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Para ficarem a saber tudo sobre este pequeno hotel, os restaurantes a que está associado e a pitoresca vila de Kennebunkport vejam o site.

[WWW.KENNEBUNKPORTINN.COM]

Hoje, ainda tenho pela frente uma viagem para o Algarve, pelo que, tenho que me pôr a andar!

BEIJINHOS,

MARIA

In English

You probably don’t remember , but right before he went to Brazil, I posted a #tbt from our last summer’s vacation in Maine where I said I would return to tell you about three great things about this beautiful place. I know it’s not the most popular vacation spot for us portuguese …. there is no turquoise water, palm trees or coconut water, but it has a beautiful coast with that inimitable touch of New England we are so used to see in movies. The houses with their immaculate lawns, the picket fences, the lighthouses along the coast, the downtown streets looking like a Costal version of Disneyland and that uber preppy crowd, with Ralph Lauren shirts and J Crew dresses.

We actually ended up dinning here by pure change. One day we went to Kennebunkport because I wanted Salvador and Clarinha to have the true experience of eating a delicious Maine Lobster. We didn’t book a table at the hit restaurant so, when we arrived there was 2 hour waiting which is is bad enough without children , so with children is pure madness.

We went out looking for an alternative and Salvador said … “Mom … there is that good looking outdoor place ” and the waiter at the “good looking outdoor place” seated me us as se probably felt sorry for me showing up with two children. I learned my lesson. In August, in Kennebunkport, you make a reservation before you leave the house. There is no alternative. The town is full of tourists.

But guess what, Salvador is a good one to take around in an unknown place. The restaurant was great! . We all eat lobster, of course. In Rome you do as the Romans do. I ate Lobster cakes, Clarinha had a delicious Lobster salad and Salvador, as expected, got the real think with the shell and all. This little guy is a true gourmet adventurer. Every time we travel some place, there is nothing that he will not experiment. In France he ate frog’s legs, in South Africa, crocodile meat …. that’s just his way.

At the end of the meal there was no doubt we had found a great spot. Then we realised the restaurant One Dock, was part of a charming hotel. And that the cook was a top chef and the restaurant was awarded. Bingo! – Not to mention that the decor of the hotel was flawless. New England Coastal Style to the best level. Very preppy but very, very cute!

That is a great suggestion, not only for dinner as a good place to stay if you ever decide to go to the New England Coast for summer (Kennebunkport is roughly an hour’s drive from the Boston airport)

For more information, and reservations, check out their site!

XOXO,

MARIA

My scrapbook from our trip to Pipa

Agosto 13, 2014 in GLOBETROTTER

Pipa 2014

Há muitos anos fui a Pipa. Deve ter sido a primeira viajem que fiz com o Rui depois de começarmos a namorar, já lá vão 15 maravilhosos anos. Tínhamos ouvido falar naquele paraíso perdido no litoral do nordeste brasileiro e lá fomos à aventura. Naquela altura a grande amiga de uma amiga minha tinha ido para lá viver depois de uma viajem turística. Apaixonou-se pelo lugar e por um belíssimo Argentino com quem acabaria por casar. Voltou a Portugal para fechar assuntos, despedir-se de uma vida profissional num conhecido escritório de advogados de Lisboa e voltou para o lugar onde assentaria arraiais até hoje. Pipa ainda não era o destino turístico que se tornou na primeira década dos anos 2000. Era uma aldeia hippie com praias de sonho, uma delas era deserta e chamava-se Madeiro e era aí que almoçávamos à sombra de um coqueiro o que um pescador nos trazia… Uns dias peixe, outros carabineiros… Dormíamos na rede, passeávamos na praia deserta e nadávamos naquele mar quente, onde, às vezes, víamos golfinhos.

Pipa

Depois ouvi dizer que Pipa tinha mudado, crescido… que se tinha multiplicado. Foi, durante alguns anos o destino turístico de eleição de muitos portugueses, brasileiros e argentinos. Nunca mais lá tinha voltado, com medo de ter uma grande desilusão.

Os amigos com quem lá tínhamos estado há 15 anos, voltaram no ano passado e adoraram. Tiveram umas deliciosas férias em família e, assim, ao ouvir o relato de dias de sonho eu voltei a ter vontade de voltar. E assim foi… este ano apanhei uma boleia do Comandante para Natal e depois seguimos os 3 (eu e as minhas duas migalhas) para Pipa onde nos fomos encontrar com a família Monjardino.

Foi maravilhoso constatar que Pipa cresceu bem. Está em quase tudo igual àquela aldeia que conheci à 15 anos. Continua a existir uma rua principal com restaurantes e comercio… só tem mais uns “pares de metros” com bastante mais restaurantes e uma infinidade de lojinhas. Existem mais pousadas e hotéis. Na verdade a oferta é extensa. Mas,  um dos lugares mais bonitos e exclusivos para se ficar continua a ser a Toca da CorujaContinua a comer-se uma deliciosa picanha na Churrascaria Rancho da Pipa (um dia propriedade da nossa amiga Sandra) e agora, o final da noite, é na Book Shop – uma queridíssima biblioteca onde a Sandra (hoje mãe de 3 filhos) dá largas aos seus instintos filantrópicos, culturais e ecológicos. Na Book Shop, pode escolher um livro para ler em férias, dar dois dedos de conversa, beber um Nespresso e conhecer a proprietária que faz questão de estar lá presencialmente de 4a a sábado para falar com os seus visitantes. Uma Portuguesa que um dia trocou a rotina da advocacia numa grande cidade pela aventura e liberdade de construir uma família na descontração de um paraíso ecologico.

Pipa

Foram dias de puro prazer. Entre livrinhos da Mônica, jogos de Uno, aulas de surf com a Eli, saltos na areia, pratadas de açai com banana, sol e sombra, mergulhos, leitura e muita conversa em dia. Adorei esta nossa curta viajem e fiquei cheia de vontade de voltar… Só tive muita pena que o Rui não tenha lá estado.

Adeus Pipa! Talvez nos voltemos a ver para o ano!

BEIJINHOS,

MARIA

 

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