Todas Somos Malala

Março 8, 2016 in JUST MY OPINION

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Hoje, 8 de Março, dia em que o mundo comemora do Dia Internacional da Mulher, é inevitável pensar nas tristes razões que fazem com que este dia continue a fazer sentido. As estatísticas são ainda terríveis, quase impossíveis de acreditar, para nós que nascemos em sociedades ocidentais livres. As primeiras memorias que tenho de tomada de consciência de género são as melhores. Lembro-me de ser muito pequenina e pensar em como era uma grande sorte ter nascido menina, com direitos extraordinários para usar vestidos e brincos, com passagem direta para o maravilhoso universo feminino. As nossas brincadeiras eram mais giras que as dos rapazes, as nossas conversas mais interessantes, éramos mais delicadas, podíamos usar verniz, ganchos e batom. Tudo era incrivelmente melhor deste lado da barreira que nos separava do mundo no masculino. Para mais, crescemos a ouvir dizer que “numa menina não se toca nem com uma flor”, que “as senhoras são sempre primeiro”… o mundo parecia, efetivamente, generoso connosco. Mas infelizmente a realidade está longe de ser essa e quantas meninas por esse mundo fora terão a sua primeira precessão de género colada a vergonha, injustiça e culpa? As estatísticas metem medo…

  • Existem 62 milhões de raparigas no mundo a quem é negado qualquer tipo de educação académica.
  • Por ano, cerca de 15 milhões de raparigadas menores de 18 anos são dadas para casamentos “arranjados” sem terem qualquer tipo de voto na matéria.
  • Em cada 5 vitimas de trafego humano, 4 são do sexo feminino.
  • Segundo dados das Nações Unidas, todos os anos morrem 250.000 mulheres a dar à luz por falta de cuidados médicos e planeamento familiar apropriado.
  • 30% das mulheres (em geral) são vitimas de algum tipo de violência física ou sexual, dentro ou fora do casamento.
  • Existem 125 milhões de mulheres vitimas de mutilação genital no mundo.
  • As mulheres (em geral) com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos têm mais probabilidade de serem vitimas de violência domestica ou violação do que sofrer um acidente de viação, ter cancro, morrer numa guerra ou de malária.
  • Em todo o mundo a percentagem de mulheres com cargos políticos ainda é de 22%, para 78% de homens.

Todas somos responsáveis, todas podemos fazer qualquer coisa. Se não de uma forma mais direta, somos mães dos futuros homens e mulheres que podem mudar o mundo! Trazer essa consciência para os nossos filhos é uma forma tão fácil de ajudarmos a que eles tomem conhecimento de uma realidade que, apesar de não ser a deles, ainda é a verdade que prevalece.

I am Malala DVD

Há pouco tempo assistimos, em família, ao documentário I am Malala. E digo-vos que foi uma experiencia enriquecedora e de tomada de consciência, para todos. Fê-los perceber que ter  professores e uma escola é um previlégio só de alguns. Que aquilo a que (maior parte das vezes) não dão valor é a razão por que tantos lutam. O mundo é injusto para tantos e todos juntos podemos fazer qualquer coisa para o tornar melhor! Começando por sermos agradecidos e por respeitar todos os privilégios que temos.

Feliz dia da Mulher para todas vocês, mulheres coragem! Por um mundo melhor!

beijinhos

Hoje é dia de Ação de Graças

Novembro 26, 2015 in JUST MY OPINION, MY HAPPY SELF

Thankful

Hoje é dia de Ação de Graças. Nos Estados Unidos celebra-se o Thanksgiving que é assim uma coisinha que NÃO passa propriamente despercebida. É feriado nacional, uma grande celebração… Reune-se a família, come-se peru com purê de batata e assiste-se a uma grande partida de Football. Para muitos americanos é a maior celebração do ano por ser uma festa que reúne a família com um profundo cariz religioso e emocional. As pessoas juntam-se com o propósito de agradecer todas as bênçãos de um ano inteiro.

Adotamos tantas “americanices” e nunca nos lembrámos que até poderia fazer sentido fazer uma grande celebração à volta do dia em que nos concentramos em agradecer… Seja a quem for… Uns agradecerão a Deus, outros ao Universo. Uns agradecem aos pais outros aos filhos. Uns agradecem ao patrão outros aos empregados. Quantas pessoas temos na nossa vida a quem devemos agradecer? Quantas merecem a nossa gratidão? Quantos amigos passaram pela nossa vida para nos ajudar? Quantas pessoas se cruzam no nosso caminho com o simples intuito de ajudar ou de ensinar? Quantos professores? Quantos médicos nos ajudaram em momentos difíceis? Quantos vizinhos nos salvaram numa aflição?

As pessoas andam tão assoberbadas com elas próprias…com os seus problemas ou conquistas que se esquecem de agradecer… muitas vezes até se esquecem de agradecer a quem lhes estendeu as escadas para chegarem onde estão.

Hoje, mesmo sem peru nem feriado, vamos todos tentar ser melhores e gratos pelos pequenos momentos da vida… Comecemos mesmo nos detalhes mundanos e que tantas vezes passam despercebidos…

Agradeçam a quem vos deixa passar no cruzamento. Ao condutor que pára para atravessarem a estrada. Agradeçam à senhora que espera de porta aberta por vocês no restaurante. Quem vos dá um lugar na fila. Quem se levanta para se sentarem. A senhora da caixa do supermercado que vos deseja um bom dia com um sorriso. O empregado da pastelaria que vos trás o café ao vosso gosto. O médico que faz o diagnostico certo. O professor que fica depois da aula para explicar. A enfermeira que conforta. O policia que trabalha para a nossa segurança. À avó que vai buscar os filhos à escola quando o trabalho vos prende. À vizinha que teima em ter todos os ingredientes que vos faltam na hora do jantar…

Agradeçam todos os pequenos gestos de gentileza que os desconhecidos tenham para convosco. E se ninguém vos mostrar cortesia, sejam vocês a pessoa que pára para o outro passar, que segura a porta, que se levanta para dar lugar, que sorri e que diz “Muito Obrigada!”

Colecionemos pequenos momentos de generosidade e gratidão e celebremos o dia de Acção de Graças à nossa maneira!

Obrigada por me lerem!

beijinhos

Kris Jenner Turns 60 in great Style

Novembro 12, 2015 in JUST MY OPINION

Kris Jenner 60th Birthday Party

Kris Jenner 60th Birthday Party

A matriarca das Kardashians fez 60 anos no dia 5 de Novembro e celebrou com a festa mais brilhante de que deve ter havido noticia nos últimos tempos.

Haverá tema mais divertido e glamoroso para um festão que os Roaring Twenties??? Eu que ando a morrer por uma festinha temática “Anos 20” há mais de um ano e que à falta de um convite já me tinha convencido que no meu próximo aniversário tinha de promover qualquer tipo de evento “à lá Gatsby style”, saltei da cadeira com as primeiras fotos que vi no Instagram da Kourtney, a mais velha do gang. As outras fotos foram-se seguindo e o queixo só ia caindo mais e mais. O que era aquele cenário? Aqueles vestidos? As flores, os balões, a pista de dança, a orquestra, os lustres, o mobiliário??… Pois, parece que “aquilo” foi uma festa perfeita. Quando esta semana, num programa de televisão, ouvi dizer mal, até fiquei arrepiada…

Haters das Kardashians… rendam-se às evidencias. Elas são giras, têm pinta, são divertidas e são milionárias. São mulheres de negócios (lucrativos), são autoras de best-sellers, têm marcas de roupa, cosméticos, são apresentadoras e produtoras de televisão. Têm programas de radio, participam num dos mais mediaticos “reality shows” de sempre. São imagens de marcas como Estee Lauder e Balmain. Fazem capas de revistas como a Vogue e Harpers Bazar. São supermodeles, musas dos mais famosos designers de moda… Acho que já chegámos àquele ponto em que podem desistir de dizer mal porque começa a ser ridículo.

Esculhambar esta festa então… será, no mínimo, uma falta de noção de tudo, não??

Acho que quem diz mal desta festa nem sabe que está a por em causa o trabalho dos mais celebres “Wedding planer” e  florista do mundo – Mindy Weiss e Jeff Leatham – ela a mais mediática organizadora de eventos dos Estados Unidos, autora de vários livros e com um curriculum de festas invejável. Ele o responsável, há já muitos anos, pelos arranjos florais do Hotel George V em Paris entre outros. O homem não é um florista ele é a “Queen Elizabeth” dos floristas… Flower arrangment royalty. Não digam mal por favor. Estamos a falar de duas lendas nas suas áreas profissionais. Dizer mal desta festa é ignorância estética pura e dura.

Depois houve ainda quem viesse dizer mal do video onde as cinco filhas se juntaram para darem os parabéns à mãe. Que era ridículo e que só falava de marcas e que elas não tinham jeito para cantar e, e, e…

Primeiro, quem nos dera a todos fazermos home-videos com esta pinta… Depois o que pode ser mais enternecedor que cinco filhas se juntarem numa brincadeira para homenagear uma mãe? Mais, sim é “cafona” e elas cantam numa passadeira de ginásio e num carro descapotável e acaba com o ex-marido (agora transformado em Caithlyn Jenner) numa banheira de espuma com uma garrafa de champanhe. Mas é mesmo isso que o video pretende ser … uma brincadeira e um re-make de um home-video feito 30 anos antes pela mãe e pelo pai Rob Kardashian, para comemorar o trigésimo aniversário da matriarca. Parece por mais evidente que o video foi feito para ter graça e sem pretensões.  Se elas quisessem fazer um video pretensioso e super profissional não se preocupem que não lhes faltavam os meios.

Enfim…

beijinhos

Quem nunca pintou as unhas em público que atire a primeira pedra!

Outubro 20, 2014 in JUST MY OPINION

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Isto de andar de avião tem mesmo o que se lhe diga. Há pessoas que têm medo da descolagem, outras têm medo das aproximações e aterragens. Outras entram em pânico com a turbulência… eu?… confesso que, medo mesmo, só dos passageiros…

A verdade é esta… há muita gente à solta com grandes desequilíbrios emocionais e psicológicos. Infelizmente não andam com um letreiro na testa a dizer… “Cuidado Sou Completamente Chalupa”.  Na verdade, parecem pessoas normais. Com roupas normais, cabelos normais, óculos de sol normais. O que não sabemos é que dentro daquela aparente normalidade moram almas muito perturbadas e que podem até ser ofensivas. Nunca sabemos quem são e por onde andam. Mas num avião, podem estar sentados ao nosso lado. Pois é minhas amigas… foi exatamente essa lotaria que me calhou na semana passada quando fui a Londres.

Embarquei e sentei-me ordeiramente no lugar 3D. A executiva da TAP estava cheia. Ao meu lado sentou-se um “rapaz da minha idade” que falava português com a passageira da frente e inglês, fluente e britânico, com a passageira do seu lado direito. Passageira essa que era americana de sotaque e asiática de aparência física.

O voo decorreu na maior normalidade. Li uma revista, tomei o pequeno almoço, voltei a ler outra revista. Não proferi uma palavra. Estive, invisível no meu canto, quase todo o voo. 

Como algumas de vocês até já sabem, porque seguem o meu INSTAGRAM [AQUI], fui a Londres naquele dia, numa ida e vinda relâmpago, para ir a uma gala de entrega de prémios dos International Property Awards. Eu sei que até tenho uma vida animada, mas não… galas em Londres, a meio da semana, não é o meu forte, garanto-vos. Até sou uma rapariga organizada mas a verdade é que só decidi no sábado anterior que iria à gala e entre os anos do meu filho Salvador, almoços, torneio de padel e uma segunda feira de muito trabalho, não tive tempo de arranjar as mãos antes de partir. Ainda por cima porque à hora que tenho o meu encontro semanal com a minha Lili ( a manicura mais cool de Cascais e arredores) estava já sentada no avião que me levou para Londres.

Bom, isto só para vos enquadrar na cena seguinte. Aquela que aconteceu exatamente depois de eu ler e comer e voltar a ler…

Vai dai lembrei-me que tinha as mãosinhas numa lastima e que tinha sido uma rapariga super prevenida porque no minuto antes de sair de casa, me tinha lembrado desse pequeno/grande pormenor (não há nada pior que ver uma senhora com as mãos por arranjar) e meti na carteira um verniz para o dano não ser tão grave.

E agora vocês vão-me dizer que é péssimo pintar as unhas em público. Eu sei!!! Garanto-vos que sei!!! – Mas quem nunca fez nada em público que não era suposto que me atire a primeira pedra.

Não palitei os dentes, não dei puns, não arrotei, não espremi borbulhas, não tirei pelos à pinça, não me descalcei depois de correr uma maratona… o que eu fiz, mesmo e só, foi pintar as unhas de uma mão da forma mais discreta que pensei conseguir.

Pintei portanto a mão esquerda primeiro, que é sempre a mais fácil, porque o fazemos com a direita. Superei a primeira prova com mérito de excelência. Estava orgulhosa do meu trabalho. Superei a pressão da trepidação típica do avião. Tinha escolhido uma boa cor de verniz, mesmo na pressa da manhã, e as minhas mãos começavam novamente a parecer as mãos de uma senhora perdendo os traços de “mãos de lavadeira” (que é o aspeto que têm na 3a de manhã, antes de dar entrada nas instalações onde trabalha a Lili).

Fechei o frasco de verniz para a pausa em que iria esperar que a minha primeira mão secasse para depois passar à outra mão. Só me faltavam 5 unhas. Sou das pessoas mais rápidas a executar qualquer tipo de tarefa que vos possa passar pela cabeça. Estamos portanto aqui a falar de mais um minuto pendente de trabalho que foi o tempo que me demorou a pintar a primeira fornada.

As unhas secaram e eu preparava-me para voltar a abrir o frasco de verniz, quando a mulher asiática/americana (já vão perceber porque nunca me vou referir a ela como “senhora”.. não era) do lugar 3F se estica pela frente do passageiro do 3E, com quem vinha a falar animada e interruptamente toda a viajem e com quem já mantinha alguma intimidade, toca-me no braço e diz.. “Please stop painting your nails. I don’t like the smell.” … Dito isto, volta à conversa animada e eu, incrivelmente bem comportada e obediente, fecho o frasco e devolvo-o aos confins da minha carteira.

O que me tinha acabado de acontecer tinha sido, no mínimo, bizarro. A mulher oriental não suportou a ideia de ter de me ver pintar unhas por mais um minuto. Ou não suportou a ideia de cheirar o meu verniz por mais um minuto.

A mulher oriental tinha sido inconveniente e tinha mostrado sinais de algum tipo de perturbação mental e mesmo assim eu tinha consentido com aquele comportamento, “embrulhando a viola no saco” ao arrumar o verniz.

E assim fiquei. Presa nos meus pensamentos de incredulidade, com 5 unhas pintadas e 5 unhas por pintar.

Passados 10 minutos e já numa altura em que o avião mostrava sinais de começar a descer, a mulher oriental levantou-se (pela 3a vez) para ir à casa de banho.

Eu, tive dois segundos para voltar a olhar para as 5 unhas por pintar e tomar uma decisão. Voltei a pegar no verniz rapidamente e vai de terminar o serviço. Já sem brio nem devoção à arte. Eu só queria rapidamente terminar o que tinha começado enquanto a mulher desagradada não estivesse por perto.

Estava a dar a ultima pincelada quando a mulher se aproxima. Tinha chegado 3 segundos antes do fim da empreitada e testemunhou o grande crime. Eu, a criminosa, tinha voltado a sacar da arma mortífera. Era quase caso de policia!  – E vai dai ela recomeça… “I can’t belive you painted your nails again?!?!… I asked you to stop, how could you do it again???!!!” – Ela estava abismada, incrédula, ofendida, furiosa, despeitada… tudo o que possam imaginar!!! Eu tinha voltado a pintar as unhas depois das expressas ordens em contrário.

E eu, que nem lhe devia ter respondido porque devia ter percebido automaticamente que se tratava de uma chalupa encartada com ar de chinesinha porreira e gira, ainda lhe disse qualquer coisa como … “Penso que fui bastante cordial por ter parado de pintar as unhas na altura que me pediu. A verdade é que tinha 5 unhas por pintar, estávamos quase a aterrar e a senhora foi à casa de banho pelo que pensei que não a iria incomodar porque não estava aqui.”

Confesso que a esta altura eu já não devia estar com cara de “boas amigas”. Se já a tinha achado parva no primeiro contacto, quando me voltou a falar na treta do verniz achei-a, no mínimo, mal criada e abusadora.

Ela passou para o lugar dela e eu e o senhor bilingue que estava sentado entre nós retomamos a conversa que tínhamos começado quando ela foi à casa de banho. O senhor bilingue era um grisalho ultra simpático da minha idade e com 300 pessoas conhecidas em comum e um passado que se cruzou com o meu em vários pontos. Trocamos cartões e conversa até que a mulher asiática/americana, não contente com o segundo raspanete e mesmo bastante depois do frasco de verniz ter desaparecido do seu campo de visão, decide continuar…

“ You are such a barbarian!! – I can’t belive you did your nails again after I told you to stop” – Continuou… “You are discusting!” E não contente, foi prosseguindo … “why are you fixing your nails? You should be fixing your ugly face. Because you are so ugly….” – “Go fix you face” “You are so ugly. You are discusting! You are a barbarian!” – Para quem pensa que não está a perceber exatamente o que a mulher chinesa/americana disse… traduzo para terem a certeza : “Você é uma bárbara! Você é nojenta! Nunca vi ninguém tão nojento em toda a minha vida! Porque está a arranjar as suas mãos? Vá mas é arranjar essa sua cara feia! Você é horrível. Sua feia! Nojenta!”

 Ah pois é… isto aconteceu! Parece mentira. Parece que é para os apanhados… Eu própria esperei que de traz da cortina saísse toda uma equipa de televisão, com camera man e produtores e som e tudo… “Cais-te Maria’! Foste muito bem apanhada!!! Ganda susto hein?! Que grande risada… “

Mas em vez disso, a mulher voltou a dizer tudo outra vez. Até que eu percebi que quem tinha de parar aquilo era eu. – Não a chamei de feia, nem nojenta, nem a mandei fazer nenhuma operação plástica…

Mandei-a calar-se!  Olhei para ela, disse-lhe que era mal educada e mandei-a calar-se. Como se tivesse a dar uma ordem a um cão desgovernado. Fiz como vi fazer nos programas do Domador de Cães. Fui Calm and Assertive! “Shut up!! Shut up right now!” – e aquele animal enfurecido calou-se ao som da “pac líder”. 

Para pasmo dos restantes passageiros e da chefe de cabine que se preparava praticamente para intervir, aquele animal desgovernado sessou. O avião aterrou e o incidente ficou por ali.

Depois fiquei a saber que a poderia ter reportado como “unlurry passanger” e que muito provavelmente e porque o destino era Londres, ela poderia ter sido detida à chegada pela policia. Muito provavelmente aprenderia a sua lição de humildade da pior maneira.

Mas passada a minha inicial perplexidade e indignação, restou-me sentir muita pena daquela mulher. Era, obviamente uma pessoa perturbada. Mal amada. Se não por quem está à sua volta, sem dúvida mal amada por ela própria. Imaginei quantas vezes, em criança, ela não terá ouvido dizer que era feia. Quantas vezes não se terá achado feia. Quantas vezes não terá sentido nojo dela própria. Naquele momento eu não fui mais que o espelho da imagem que projeta dela própria. Quanta infelicidade camuflada pela película da agressividade…. 

Depois ainda divaguei sobre o que me teria feito guardar o verniz da primeira vez. Porque não lhe teria logo pedido para ser um pouco mais paciente. Não demoraria mais que um minuto… Ao guardar o verniz, dei-lhe razão. Consenti no seu devaneio de prepotência. E ela achou que, a partir dali, podia tudo. Até chamar-me feia e nojenta  vezes sem conta.

 Aprendi uma lição. Não volto a guardar o verniz na carteira! Não gosta, temos pena. Muita pena…

beijinhos

Salvem as Praias Portuguesas do Saco Reciclado!

Agosto 21, 2014 in JUST MY OPINION

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Hoje o meu post é um apelo. Apelo ao bom senso e capacidade estética dos portugueses em geral e em particular aqueles que gostam de fazer publicidade a supermercados e grandes superfícies de comércio variado pelos areais da nossa costa… Expliquem-me esta cena de pejarem as praias portuguesas com o saco reciclado (vulgos ecobag) dos vossos supermercados de eleição?! Hum?!…

Há talvez uns 5 anos a coisa começou assim meia envergonhada com os sacos do IKEA. No ano passado já quase não havia uma família com mais de 3 filhos, 4 baldes ou um fato de surf para carregar que não envergasse orgulhosamente o tão característico saco azul elétrico. E se o saco é giro… valha-me Nossa Senhora… Parece um saco do lixo.

Mas este ano, a coisa parece que esta a escalar para outro campeonato…

O PingoDoce decidiu fazer uns sacos que parecem umas alcofas algarvias (pelo que percebi aqui, num blog que enaltece todos os predicados deste tão amoroso saquinho, já são de 2010 ) o que provou ser mais um golpe de mestre para a area de marketing desta empresa que não pára de nos surpreender. Lá dentro daquele gabinete existe alguém que conhece como ninguém a essência da alma lusa… No dia em que criaram aquele saco, eles  sabiam que a coisa iria tornar-se viral!! Parabéns a estes gênios! A epidemia está instalada!

Acho que a linha de pensamento não deve andar muito longe disto… “Lindos e super práticos, parecem mesmo uma alcofa, mas enganem-se os distraídos! São umas belas espécimes de ecobags, faceis de lavar e manusear. Resistentes a tudo. Não existe nada mais pratico! Enquanto andamos com eles de um lado para o outro, praia acima e praia abaixo, aproveitamos para fazer publicidade de borla à marca que nunca nos deixa ficar mal na guerra do preço mais baixo! Temos de ser uns para os outros… Bora lá ajudar o Pingo Doce malta!”

Não se enganem se pensam que só o PingoDoce está nesta guerra. Também vi vários sacos do LIDL e estes ainda me fazem pensar mais e com mais preocupação… São simplesmente brancos e têm LIDL escrito praticamente a neon e a palavra lê-se de um canto para o outro da praia (e olhem que estou a falar do Guincho, que tem um extenso areal)… o que me faz pensar que talvez estas pessoas cheguem mesmo a ganhar, se não dinheiro, altos vales de desconto em compras!

Um pouco mais “chiques”, são os sacos reciclados das Lojas Francas dos Aeroportos. Amarelos e com um fecho eclair, fazem adivinhar que os proprietários andaram em grandes passeatas de avião com passagem pelo DutyFree. Uma pintarola do caraças!! – Sem dúvida, um grande up-grade na escala do ecobag!

Olhem… não me vou estender mais! – A verdade é que esta praga me preocupa! – Poluição visual ao mais alto nível. – Levar um saco do supermercado para a praia é de uma falta de sentido estético que me dá pena. Principalmente porque sei que não tem nada a ver com falta de meios econômicos… numa praia em que se paga 6 euros para estacionar o carro… não preciso de dizer mais nada, correto?! Estes sacos que poluem o nosso areal são mesmo só a prova viva da falta de requinte e “coolness” de alguns compatriotas.

Se têm amigos a quem este problema assiste, façam Share! Ajudem-me nesta nobre causa!

BEIJINHOS E BOA PRAIA!

MARIA

3 magic little words…. I am sorry!

Dezembro 20, 2013 in JUST MY OPINION

Tenho de começar este post por agradecer às minhas leitoras, Patricia Fernandes e Ana Maria Oliveira, que tão bem me  chamaram à razão, quando, no ultimo post vieram comentar e dar a sua opinião sobre o porquê de um Giveaway Gernétic ter tido uma menor adesão em termos de participantes.  Não há qualquer duvida que Cascais fica no fim do mundo e que essa minha elação poderá ter algum fundamento, até porque houve efetivamente quem viesse corroborar essa teoria, mas não tinha pensado que a razão poderia ser, também, a minha falta de assiduidade por estes lados.

Na verdade, antes de ter iniciado este Addicted-to-Style, fazia breves posts no facebook quase diariamente e por isso fui muito incentivada por vós a iniciar um blog. Não sei durante quanto tempo disse que não e não… mas depois da água bater e bater lá furou esta cabeça dura e comecei este novo projeto. E o que é que acontece?! Não me sinto tão à vontade para escrever 3 linhas e postar uma fotografia como fazia quando o meu único meio de comunicação era o facebook. De alguma forma o facebook tem uma leveza que um blog assinado não tem. Entendem-me? No facebook, passa-nos uma coisa pela cabeça, dizemos 3 graças e vêm logo um monte de comentários e likes que tornam tudo tão mais interativo e simpático para todos.

O facto de no blog muito menos pessoas comentarem, torna a experiência, até para mim, menos engraçada. Um bocadinho desprovida de emoção, se me faço entender… – Imagino que existam blogs onde seja mais fácil postar comentários, onde os leitores recebam um feed back caso o autor responda, criando assim um espaço de dialogo, mas a verdade é que este meu blog é muito estático e não é 100% user friendly, para não falar que, por qualquer razão que nem a empresa que o colocou a funcionar conhece, muitas leitoras não conseguem sequer visualizar o campo dos comentários no seu pc, quando mais publica-los. Em muitos computadores este blog assume-se como não tendo lugar para fazer comentários….  Ou seja, tenho mesmo que arranjar quem me melhore a parte mecânica deste bichinho!

Mas a verdade é que, num blog, existe uma responsabilidade diferente em relação ao que se publica. Às vezes penso assim… vou fazer um post sobre isto ou aquilo…. e logo começo a pensar que preciso deste ou daquele suporte de imagens, que vou ter que traduzir para inglês, que não posso escrever só as duas frases que me vêm de imediato ao pensamento… E depois, com todas as solicitações que vou tendo, entre trabalho e família, não sai post nenhum. Nem longo, nem curto! Muito mais facilmente, como já devem ter percebido, publico uma foto no Instagram, porque é um coisa imediata, super fácil e despretensiosa. E porque eu própria, que não visito paginas de facebook nem blogs de ninguém sigo vários “Instagramers”! Tenho que confessar que acho mais divertido!

Até hoje, não tinha sentido essa responsabilidade. Achava que era perfeitamente, ou quase, indiferente a minha assiduidade. Juro! – Isto porquê?! – Porque eu própria não tenho qualquer cultura de blogs! – Até há um ano atrás nunca tinha ouvido falar dos blogs mais estratosférios… que já toda a gente conhecia.Todos esses fenómenos cibernautas me eram desconhecidos.  Antes de ter um blog, eu não visitava blogs. Hoje em dia estou ligeiramente mais desperta para esta realidade mas, como maior parte de vocês sabe, não sigo religiosamente nenhum  (nem português nem estrangeiro) e sou uma rapariga que vive sempre ligeiramente alheada desse mundo!

Ou seja, isto tudo para me desculpar ou justificar, como acharem melhor! E para vos prometer que vou tentar ser mais assídua. A vocês, queridas leitoras, só vos peço que tentem ser mais participativas como foram ontem a Patricia e a Ana.(entre várias – Não estou a excluir ninguém, mas foram estas duas que me fizeram sentar hoje e escrever). Ponham-se só um bocadinho no meu lugar… Não pretendo fazer deste blog um negocio. Não sou, nem quero ser “bloger”. Achei um dia que esta plataforma poderia ser um bom suporte para o meu trabalho e para a forma como chego às pessoas que gostam daquilo que faço. Tenho acesso ao numero de pessoas que lêem diariamente os posts que publico. Sei que no dia em que escrevo no blog tenho facilmente 2000 visitas. Mas na verdade e na maior parte das vezes, os comentários contam-se pelos dedos de uma mão. Se não estivesse ligada ao Googgle Analytics seria este o meu feed-back…. Para quem quer fazer isto apenas por puro prazer por vezes essa falta de resposta também pode ser ligeiramente desmotivadora.

Parece-vos justa esta minha explicação?! Espero que sim! Mas caso tenham uma opinião diferente vou adorar ler os vossos comentários.

Um grande beijinho,

Maria

P.S. Queria, já agora, acrescentar que este blog, apesar de tecnicamente ser ligeiramente rudimentar, tem uma função de FOLLOW que permite que qualquer leitora se inscreva para receber na sua caixa postal uma notificação cada vez que é publicado novo post. Eu sei que não estou a desvendar um grande mistério mas acho que os quase 1000 Followers que o blog já tem, têm acesso a ler cada post no dia em que é publicado porque são notificados. Desta forma será sempre difícil perderem um Passatempo.

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CREATIVITY

Outubro 30, 2013 in JUST MY OPINION

“TO PAY OR NOT TO PAY?!”… THAT’S THE QUESTION!

Já me tem acontecido ser contactada por um hipotético cliente que me diz à partida que, para além de ter entrado em contacto comigo, contactou mais um ou dois decoradores e espera pela melhor oferta. Outros haverá que o fazem e não assumem nem comentam. Sabemos que é assim que as coisas se processam, o mercado é livre e a concorrência é a base de um mercado saudável. Seja como for, não faço orçamentos nem projetos sem primeiro apresentar uma proposta de honorários. Uma vez aceite, começo a trabalhar. Mas não me livro daqueles, também hipoteticos clientes, que “lançam concurso” para a melhor proposta de honorários. E nessa corrida, muitas vezes ganha quem cobra menos!

Pessoalmente tenho sempre alguma dificuldade em perceber esta teoria, uma vez que vejo um projeto de decoração como uma escolha pessoal, que tem a ver com identificação de linguagem estética, com partilha de estilos, com sintonia de gostos. O genero, “É um bocado indiferente quem faz. Desde que não cobre pelo projeto, tá tudo bem” é um principio que me transcende.

Existe também outro detalhe interessante em relação aos decoradores… muitas pessoas acham que temos uma profissão “tão gira e frívola” que praticamente nem devíamos cobrar por aquilo que fazemos. “Why?!” Esta profissão para alguns é vista de uma forma tão aspiracional que praticamente devíamos pagar para a exercer. “Isto é uma parodia tão grande… para além de que, no limite, qualquer pessoa poderia ser decoradora de interiores.” Enfim…  Imaginamos que quem decide contratar os serviços de um decorador não pensa dessa forma. Mas não se enganem… Alguns há que acham que nos vêm fazer praticamente um favor ao dar-nos uma planta em branco para “brincarmos às casinhas”.

Fiz esta introdução porque, por vezes, recebo pedidos de propostas de honorários de pessoas que parecem interessadíssimas em trabalhar comigo e quando recebem a carta, ou não respondem ou simpaticamente declinam a proposta. Uns arranjam uma boa desculpa, como uma grande alteração nos planos familiares, outros são sinceros e dizem que o valor está bastante acima das espectativas, outros simplesmente não têm a delicadeza de responder.  Normalmente envio um e-mail de volta com uma frase cordial de completa compreensão e encerra-se o assunto.

Mas na semana passada , ao receber uma resposta destas, respondi, pela primeira vez com total sinceridade. Não me limitei a ser cordial e politicamente correta. A senhora recebeu uma resposta sentida e verdadeira.

Há um ano  houve outra senhora, que entrou em contacto comigo e depois de uma primeira abordagem e de achar que a minha proposta era alta, entregou o projeto a uma loja de decoração em Lisboa cuja proprietária faz projetos que são clones dos meus e que cobra substancialmente menos pelos seus honorários, se é que cobra de todo, como mais tarde vim a saber.

Passado um ano ligou-me. O projeto estava acabado mas ela não tinha ficado contente. Na verdade ela não quis pagar por um “original” e comprou uma “réplica”. Naquele caso uma má réplica. Cheguei a ter uma reunião com essa senhora e vi as fotos do projeto acabado. A ideia era que eu entrasse na reta final como vendedora de objetos decorativos e que operasse um milagre. Ela queria o “toque Maria Barros”. Eu até podia ter aceite fazer o que me pediu. Vendia peças e ganhava dinheiro. Fazia exatamente o que a tal decoradora faz. Ganha dinheiro com as peças que vende e não sente que deve dignificar o seu trabalho de decoradora ao cobrar pela sua arte. Bem vistas as coisas, neste caso especifico talvez ela até tenha razão porque muito possivelmente aquilo que ela faz talvez não seja arte uma vez que o seu trabalho não inclui criatividade! –  Mas eu não aceitei. Com alguma pena, porque tive bastante simpatia pela senhora em questão, mas não me pareceu ético.

Será que esta senhora com quem troquei mensagens na semana passada, se não lhe tivesse respondido da forma que fiz, daqui a um ano estaria a bater à minha porta? Waiting for the miracle to happen? Nunca vou saber porque imagino que a resposta que lhe dei a tenha deixado relativamente desconfortável.

Um profissional sério deve cobrar pelo seu projeto e não se limitar a vender móveis. Um projeto inclui tempo de trabalho, deslocações, envolvimento de um atelier… desenhos 3d eventualmente, elaboração de uma apresentação que seja o mais detalhada possível, orçamentos e estimativas de todos os trabalhos a serem executados, responsabilização pelas escolhas tomadas, seguimento dos trabalhos…. mas mais importante que todos estes pontos que têm a ver com método, disciplina e uma boa organização, um bom decorador distingue-se pela sua CRIATIVIDADE, ORIGINALIDADE… pela sua ARTE, no fundo pela forma singular como concebe um determinado espaço, conferindo-lhe um caracter  único.  – Depois no fim, se vende ou não vende moveis, se faz ou não fornecimentos, é um pormenor independente. É uma segunda fase na relação atelier-cliente.

Ao aceitarmos a proposta de um decorador estamos a aceitar pagar o seu talento, a ideia, a arte daquela pessoa. Pagamos o trabalho de alguém que se dedica com alma àquilo que faz, que não copia, que tenta inovar, que cria um conceito, que faz a diferença. A arte tem de ter um preço. Não tem necessariamente de ter preços astronómicos, mas pelo menos deve ter um preço que a dignifique.

Não escrevi este post para denegrir seja quem for. Só queria dizer que não é pelo facto de haver empresas a fazer copias daquilo que eu faço e a cobrar um valor quase miserável por projeto que eu vou deixar baixar a fasquia ao nível do indigno.

Quem não cobra pelos seus projetos é porque sabe em consciência que não são verdadeiramente projetos. São réplicas com uma lista de peças e preços. E podem ter a certeza que o valor que essas empresas não cobram em honorários, vão cobrar em fornecimentos. São métodos de venda. Infelizmente qualquer decorador sabe que um cliente mais facilmente paga 4000 euros por um sofá do que por um projeto de decoração, então ao não cobrar por projeto está simplesmente a jogar um jogo. Um “jogo” que na minha opinião, em nada o dignifica. No fim até podem chegar a um break-even semelhante, mas sem transparência… seguindo um caminho diametralmente diferente!

That been said, queria aproveitar este desabafo para dizer que desde o dia #1 em que comecei a trabalhar, já lá vão uns bons longos anos, a minha vida profissional tem sido abençoada pelos melhores clientes do mundo. Tenho conhecido pessoas maravilhosas que são as verdadeiras responsáveis pela minha realização profissional e pela minha progressão pessoal. Pessoas que acreditam em mim e que me valorizam, às vezes, até de uma forma que transcende a minha compreensão. Obrigada a todos e todas. Se por acaso me estiverem a ler sabem quem são. Grande parte amigos especiais por quem tenho um eterno agradecimento e consideração.

 

Um beijinho para quem teve a pochorra de ler este post até ao fim e outro, maior e especial, para todos os meus clientes e amigos,

MARIA

P.S. Já agora, queria só deixar bem claro que adoro não cobrar honorários aos meus amigos, à minha família e a obras de caridade! : ) Porque sou apaixonada pelo que faço e apesar de ter contas para pagar, como maior parte das pessoas, dá-me um prazer especial, de vez em quando, poder oferecer o meu trabalho às pessoas de quem gosto!

 

A Mosca e a Aranha

Agosto 21, 2013 in JUST MY OPINION

Este fim-de-semana, quando entrei no facebook, fui assaltada por vários posts sobre uma entrevista que a Jornalista Judite de Sousa fez a um jovem de nome Lorenzo Carvalho. Eu que vivo, literalmente, noutro mundo… não vejo telejornais e nao tenho particular interesse pela Ferrari e pelo mundo das corridas automóveis em geral, nunca tinha ouvido falar no Lorenzo, muito menos na sua festa de aniversário. A minha curiosidade levou-me ao youtube (aqui) e foi então que, de uma rajada, levei com tudo… Com a festa, as garrafas de champanhe de 1000 euros, a amiga Pamela, as tatuagens, os diamantes, os negócios milionários… mas nada me preparou para o que vinha a seguir… a patética entrevista conduzida pela pivot Judite de Sousa ao milionário Brasileiro. Lord!! – Onde é que aquela senhora estava com a cabeça??

Vou ter que vos confessar uma coisa… eu tenho esta irremediável maneira maternal de resolver os problemas na minha imaginação, por isso quando aquela entrevista acabou tive, literalmente vontade de, pegar na “menina Judite” por uma braço, leva-la para uma salinha mais recatada e dizer-lhe com muita calma…

“Não gostei nada daquilo que vi Judite!!! Percebeu como foi feia?! Já lhe ensinei que as nossas acções têm que ter consequências por isso não tenho alternativa senão dar-lhe um castigo! Vamos começar por doar a uma instituição de caridade deste país em profunda crise (como a própria Judite referiu) , o valor da venda de todas as suas carteiras Hermès,  Chanel, Prada, dos seus Rolex, Cartier… casacos de pele que tenha lá para casa, sapatos também dá… Jimmy Choo, Louboutins, Dior, Gucci… essa tralha toda que a menina usa e que imagino que não seja contrafação, já que, pelo que li na imprensa, ganha razoavelmente bem para poder gastar o seu dinheiro onde quer e bem lhe apetece. Digo isto para que não tenha a mais pálida duvida que eu acho que cada um gasta o seu dinheiro onde e como quer. Mas neste caso particular, e porque se portou mal, trocando por euros os adereços que o seu convidado tinha em cima do corpo, tentando ridiculariza-lo, acho que o mínimo que pode fazer para se redimir é pôr no prego essa tralha toda de marca que usa e reverter esse dinheiro para uma instituição de caridade deste pais em colapso económico e a precisar tanto de si, da sua esmola, do seu dinheiro e da sua caridade! Se há pessoa que não perde oportunidade para mostrar sinais exterior de riqueza, a Judite é uma delas por isso agora vai ter que doar à altura da imagem que passa!! Parece-lhe justo?

Sabe uma coisa Judite… eu não quero saber se o Lorenzo tem tatuagens ou se gasta 1000 mil euros em garrafas de champanhe ou se paga a celebridades para as ter nas suas festas. Não é com o meu dinheiro que essas garrafas são pagas nem o caché da Pamela, daí que o meu papel nesse assunto é nenhum! Como deveria ter sido o seu. Meteu-se onde não devia e passou uma péssima imagem profissional…. mas quando eu estava sentada a ouvi-la, não foi uma jornalista que eu vi… só vi uma daquelas meninas mal amadas que espezinham os outros para seu próprio enleve… foi essa menina que eu vi…. a gozar o seu poder de rainha da turma, neste caso do telejornal. A pensar que as audiência que iria conseguir com aquele massacre publico lhe pagariam, quem sabe, um rolex de 50 mil euros… ”

Isto foi o que me passou pela cabeça… num daqueles flashes que temos de pura irrealidade novelesca. Mas fora a ficção desta cena que nunca poderia ter acontecido porque eu não sou mãe da Judite de Sousa nem ela tem 8 anos, se eu lhe pudesse dizer qualquer coisa de mulher para mulher, dir-lhe-ia simplesmente que ela me envergonhou… tive vergonha alheia de cada minuto daquela entrevista. E explicava-lhe que o Lorenzo, apesar das tatuagens e das jóias que usa, não passa de um rapaz de 22 anos a viver a sua vida da forma que sabe e conhece. Não há vidas normais. As garrafas de champanhe de 1000 mil euros que o Lorenzo ofereceu aos seus convidados no dia dos seus anos são tão anormais para a Judite de Sousa e para um grupo de pessoas, como uma carteira Hermès de 15 000 mil euros pode ser fora do padrão para outras tantas…  As vidas são o que são e não se comparam. As realidades não se comparam… O que é normal para uma aranha pode ser o caos para uma mosca!”

Uma história sobre Cravos

Abril 26, 2013 in FAMILY BUSINESS, JUST MY OPINION

Hoje o Salvador tem um teste de história, por isso ontem, feriado nacional, depois de um belo dia de praia, estive a rever com ele a matéria para o teste, como faço quase sempre. Ou seja, no dia 25 de Abril, estive a estudar a revolução e a queda do antigo regime. Perfect timming!- Cheguei à conclusão que o meu filho de 11 anos endente a revolução do 25 de Abril de uma forma que eu nunca cheguei a entender porque a distancia e o desprendimento à maior parte dos factos lhe permite exatamente esse tipo de análise.

Para o Salvador o 25 de Abril foi uma revolução pacifica que libertou o pais de uma ditadura que durou muitos anos. Ele falou-me da PIDE, da falta de liberdade de expressão, do facto das mulheres não poderem votar, na falta de condições de trabalho…

Para mim, que cresci numa família “retornada” de uma vida em África, o 25 de Abril, era “o dia em que alguns festejavam a tristeza de outros”. Apesar de nenhum dos meus pais serem extremistas e até terem os dois uma interpretação diferente em relação aos factos, a verdade é que o dia que comemorava a revolução dos cravos era um assunto tabu em minha casa. Era um dia em que se recordavam algumas magoas de uma vida construída do outro lado do mundo, à beira do Indico e que lá tinha ficado com sonhos por realizar….

Os cravos eram flores proibidas. Acho que até aos dias de hoje, o meu pai continua a não gostar de cravos e a não querer ouvir certas músicas que ele associa a uma período conturbado da sua vida. Eu não o condeno, mas a verdade é que sempre gostei de cravos e sempre achei injustíssimo ligarmos a beleza de uma flor a um movimento de luta ou revolta.

Gosto das cores dos cravos, gosto do cheiro. Cheiram a Portugal! – Gosto deles porque são umas flores resilientes, fortes, duradouras e, melhor ainda, baratas! – Sempre achei completamente redutor associar cravos a seja o que for que não seja exatamente o que eles são… umas lindas e singelas flores!

Isto para vos contar que, como sempre, nas sessão de estudo acompanhado com o Salvador, aprendo sempre qualquer coisa, e ontem não foi exceção! – Quando chegámos à parte da manhã do 25 de Abril e o cerco feito pelas tropas ao Largo do Carmo, lá aparece a foto do soldado com o cravo a espreitar do cano da espingarda. Aí o Salvador, perguntou-me se eu sabia porque o cravo tinha ficado associado à revolução?… A verdade é que eu não sabia. Sempre presumi, mal, que as tropas tivessem escolhido colocar flores encarnadas nos canos das armas para passar uma mensagem de comunismo (simbolizado pelo encarnado) associado à atitude pacifica de quem não faz tenções de disparar.

Então o meu filho de 11 anos explicou-me que tudo aconteceu por acaso. Contou-me uma história que não vem nos livros mas que não deixa de ser interessante: Uma rapariga nova, chamada Celeste, trabalhava numa florista. Nessa manhã quando chegou ao local de trabalho o seu patrão disse-lhe que deveria voltar para casa. Tudo indicava que ia haver uma revolução e não se sabia exatamente que rumo as coisas iriam tomar. Ela que fosse e que aguardasse um telefonema. E que levasse as flores que estavam no armazém. Que levasse as que quisesse porque muito provavelmente iriam murchar ali fechadas. E lá foi ela com um grande molho de flores no colo. No caminho deparou-se com carros blindados. Perguntou a um dos soldados o que faziam ali. Ele explicou. Estavam ali desde as 3:00 da manhã e aguardavam ordem para invadir o Largo do Carmo onde se encontrava o presidente Marcelo Caetano. Era o principio da revolução…. Entretanto o soldado pede um cigarro à florista. “Não tenho um cigarro, mas posso oferecer-lhe uma flor, que também se pode oferecer uma flor a um homem!” – Ele aceitou o colocou a flor no cano da arma. Ela achou graça e distribuiu o resto do molho pelos restantes soldados. Todos fizeram o mesmo gesto. Ao final do dia, os cravos espetados nas armas e nas lapelas dos casacos eram o símbolo de um movimento.

E assim se conta uma história e se desvenda um mistério. Na verdade, os cravos, nesta história, não são mais que o símbolo de um gesto de gentileza.

Se alguém também tem aversão a cravos, pegue nesta história e tente fazer as pazes. São só flores!

Celeste Caeiro – A florista dos cravos – nos dias de hoje!

 

Um escândalo chamado PIPOCA

Março 2, 2013 in JUST MY OPINION

Nada como um bom escandalosinho cibertauta para alimentar a sede de disparate que fervilha neste pais. – Há dois ou três dias liguei o Facebook e dei de caras com um aparato de posts a crucificarem a blogger Ana Martins por ter publicado no seu espaço pessoal uma legenda humorista sobre a forma como uma menina que foi à cerimonia dos Óscares estava vestida…

“E pronto, não é preciso procurar mais, está escolhido o terror da noite. Esta pequena, de seu nome Sofia Alves (podia perfeitamente ser a nossa Sofia Alves, que também é uma bimbalhona do pior) teve um surto de febre e, em delírio, decidiu apresentar-se assim na passadeira vermelha. Collant opaco, saia da Pimkie, uma camisola básica da H&M e o gorro do irmão mais velho que assalta carros à noite. Estou de boca aberta”
 
A minha curiosidade levou-me ao blog A Pipoca Mais Doce. Encontrei o tal post sobre os vestidos dos Óscares que me pareceu que era assumidamente humorístico, sem qualquer pretensão de ferir susceptibilidades fosse de quem fosse. Claro que a referencia à Sofia Alves já tinha sido estrategicamente (e bem) retirada do rol de imagens da passadeira vermelha dos Óscares 2013 (pelo que percebi esteve 5 minutos on-line, só até a blogger ser advertida por uma leitora que a menina em questão não só era portuguesa como também teria sido paciente do IPO e tinha chegado à passadeira vermelha através do programa Make a Wish que ajuda doentes com doenças complicadas a realizarem sonhos)
Encontrei sim um pequeno texto em que tentou explicar o que se tinha passado  e onde deixou um pedido de desculpas publico à Sofia.

Tudo me pareceu bem e educado e não encontrei nada que justificasse o despautério dos insultos à autora do blog. Obviamente se não fosse um blog com tanta visibilidade as repercussões teriam sido mais suaves, mas a “mulher mais invejada de Portugal” (Segundo um concurso organizado on-line em 2009 pela Delta Cafés) – neste momento sofre as consequências disso mesmo – o veneno da inveja! – Coisa, que infelizmente abunda neste pequeno rectângulo de terra à beira mar plantado.

Se é verdade que o gene da inveja faz parte do ADN então começo a acreditar que em Portugal, exatamente por ser um dado genético, acaba por existir uma maior condensação desta condição. Da mesma maneira que temos uma predisposição para a nostalgia do fado e para os olhos castanhos. Mais ainda numa altura de maior stress social, como aquela que passamos… este mal vem à tona como a nata no leite. Não se consegue esconder. Mais fracassos e mais insucessos resultam num maior grau de inveja. E é mesmo só esse o problema. Ninguém está realmente preocupado com as Sofias Alves (nem a menina que foi a Hollywood cumprir um sonho, nem com a actriz que vai mover um processo em tribunal à jornalista Ana Martins). A maior parte destes comentários desagradáveis e tóxicos vêm de pessoas que encontram na internet e no Facebook um canalizador para as suas frustrações, para a sua acidez e para a inveja que têm de quem vai fazendo por si, que tem sucesso, que até já tem uma voz e a quem a vida parece sorrir, como é o casa da autora do blog.

Digo-vos com sinceridade que até estranhei o telejornal não ter convidado a jornalista para um linchamentosinho publico em prime-time… Isso, sim, teria sido, mais uma vez, Portugal no seu melhor!

E dito isto e porque vos tinha dito que hoje seria dia de, também eu, dizer mal de qualquer coisa, o texto que se segue é um posts sobre MY WORST FROM THE OSCARS 2013….

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