As minhas Suculentas

Novembro 2, 2015 in DESIGN INSPIRATION, MY HAPPY SELF

Suculentas

Há muitos anos que me habituei a ver suculentas no jardim da mãe do Rui. Tem montes, por todos os cantos, em vasos de diferentes formas…parecem uma praga. Tem, inclusivamente, uma maternidade de suculentas. E está sempre a dizer-nos para trazermos algumas para nossa casa…

Quando eu era pequena gostava tanto de plantas que achava que ia ser paisagista, engenheira agrónoma… qualquer coisa assim. Achava que ia ter uma quinta com a horta mais produtiva e o jardim mais bonito do mundo. Mas todas as tentativas que fiz de ter um jardim… qualquer pequeno canteiro que fosse, foram-me retirando qualquer entusiasmo paisagístico. As plantas morriam com facilidade e eu fui-me convencendo que não tinha nascido para aquilo. Enfim…

Por isso, como devem imaginar, não houve nunca grande entusiasmo da minha parte, durante todos estes anos, para trazer uma suculenta, que fosse, daquele jardim. Pensava logo… “coitadinha da planta… deixa-a lá estar bem onde esta. Sempre vive.” E pronto…

Em casa tenho a sorte de ter um jardineiro a cuidar do jardim comum e tenho um quintal privado que mais parece um campo baldio porque acho sempre que vai ser um desperdício de tempo e dinheiro dedicar-lhe qualquer tipo de atenção. Enfim,  também tenho uma Jack Russel há sete anos… Não ajuda.

Bom, serve esta introdução para vos contar que este verão tive vontade, pela primeira vez ao fim de muitos anos, de fazer EU os meus canteiros aqui do alpendre. Em vez de delegar o serviço a uma empresa de jardinagem, fui eu própria (com a preciosa ajuda do Rui) comprar plantas, terra, lecca… e pusemos mãos à obra. Comprei plantas sem grande conhecimento se se dariam bem juntas no mesmo canteiro. Fiz uma composição que me pareceu equilibrada e fui acompanhando com imenso carinho a sua adaptação à nova casa. Comecei a dar-lhes “bom dia” e a perguntar de estavam bem. Enfim… transformei-me na “vizinha maluca que fala com as plantas”… E não é que elas ainda lá estão?! Percebi que umas delas, com um folha gorda tipo borracha, se desenvolviam quase como uma praga. Lindas, grandes cheias de força. Ah, ok… essas eram Suculentas.

E então fez-se-me luz!  As suculentas são como aqueles bebes que não têm cólicas e dormem a noite toda e as mães dizem que são “uns santos”. Sabem? Esses bebes que só existem nas famílias das outras pessoas?? Pois… assim são as suculentas. Lindas, viçosas, requerem pouca manutenção e crescem que é uma alegria. Pensei como seria fácil adotar umas suculentas e lá fui com o Rui este fim-de-semana à “maternidade de Suculentas da tia Pepa” e foi quase como se estivéssemos a escolher uns animais de estimação cá para casa. Cada planta que trouxemos foi escolhida com atenção e cuidado… Senti-me mãe das minhas suculentas.

Umas são claramente mais bonitas que outras, mas a graça está mesmo, depois, em mistura-las umas com as outras. Segundo a minha sogra… não existe grande ciência para o fazer… As suculentas aguenta-se mesmo bem com o nosso clima. Gostam de sol mas também gostam de sombra. Não precisam de ser muito regadas mas safam-se bem com a chuva do inverno. São umas primas dos cactos com pedigree.

Estou feliz com os meus primeiros dois vasos de suculentas e tenho a certeza que foram os primeiros de muitos. Quero mais suculentas na minha vida!!

Alguém se relaciona com este meu recentíssimo entusiasmo??

beijinhos