Quem nunca pintou as unhas em público que atire a primeira pedra!

October 20, 2014 in JUST MY OPINION

woman-painting-neutral-nails

Isto de andar de avião tem mesmo o que se lhe diga. Há pessoas que têm medo da descolagem, outras têm medo das aproximações e aterragens. Outras entram em pânico com a turbulência… eu?… confesso que, medo mesmo, só dos passageiros…

A verdade é esta… há muita gente à solta com grandes desequilíbrios emocionais e psicológicos. Infelizmente não andam com um letreiro na testa a dizer… “Cuidado Sou Completamente Chalupa”.  Na verdade, parecem pessoas normais. Com roupas normais, cabelos normais, óculos de sol normais. O que não sabemos é que dentro daquela aparente normalidade moram almas muito perturbadas e que podem até ser ofensivas. Nunca sabemos quem são e por onde andam. Mas num avião, podem estar sentados ao nosso lado. Pois é minhas amigas… foi exatamente essa lotaria que me calhou na semana passada quando fui a Londres.

Embarquei e sentei-me ordeiramente no lugar 3D. A executiva da TAP estava cheia. Ao meu lado sentou-se um “rapaz da minha idade” que falava português com a passageira da frente e inglês, fluente e britânico, com a passageira do seu lado direito. Passageira essa que era americana de sotaque e asiática de aparência física.

O voo decorreu na maior normalidade. Li uma revista, tomei o pequeno almoço, voltei a ler outra revista. Não proferi uma palavra. Estive, invisível no meu canto, quase todo o voo. 

Como algumas de vocês até já sabem, porque seguem o meu INSTAGRAM [AQUI], fui a Londres naquele dia, numa ida e vinda relâmpago, para ir a uma gala de entrega de prémios dos International Property Awards. Eu sei que até tenho uma vida animada, mas não… galas em Londres, a meio da semana, não é o meu forte, garanto-vos. Até sou uma rapariga organizada mas a verdade é que só decidi no sábado anterior que iria à gala e entre os anos do meu filho Salvador, almoços, torneio de padel e uma segunda feira de muito trabalho, não tive tempo de arranjar as mãos antes de partir. Ainda por cima porque à hora que tenho o meu encontro semanal com a minha Lili ( a manicura mais cool de Cascais e arredores) estava já sentada no avião que me levou para Londres.

Bom, isto só para vos enquadrar na cena seguinte. Aquela que aconteceu exatamente depois de eu ler e comer e voltar a ler…

Vai dai lembrei-me que tinha as mãosinhas numa lastima e que tinha sido uma rapariga super prevenida porque no minuto antes de sair de casa, me tinha lembrado desse pequeno/grande pormenor (não há nada pior que ver uma senhora com as mãos por arranjar) e meti na carteira um verniz para o dano não ser tão grave.

E agora vocês vão-me dizer que é péssimo pintar as unhas em público. Eu sei!!! Garanto-vos que sei!!! – Mas quem nunca fez nada em público que não era suposto que me atire a primeira pedra.

Não palitei os dentes, não dei puns, não arrotei, não espremi borbulhas, não tirei pelos à pinça, não me descalcei depois de correr uma maratona… o que eu fiz, mesmo e só, foi pintar as unhas de uma mão da forma mais discreta que pensei conseguir.

Pintei portanto a mão esquerda primeiro, que é sempre a mais fácil, porque o fazemos com a direita. Superei a primeira prova com mérito de excelência. Estava orgulhosa do meu trabalho. Superei a pressão da trepidação típica do avião. Tinha escolhido uma boa cor de verniz, mesmo na pressa da manhã, e as minhas mãos começavam novamente a parecer as mãos de uma senhora perdendo os traços de “mãos de lavadeira” (que é o aspeto que têm na 3a de manhã, antes de dar entrada nas instalações onde trabalha a Lili).

Fechei o frasco de verniz para a pausa em que iria esperar que a minha primeira mão secasse para depois passar à outra mão. Só me faltavam 5 unhas. Sou das pessoas mais rápidas a executar qualquer tipo de tarefa que vos possa passar pela cabeça. Estamos portanto aqui a falar de mais um minuto pendente de trabalho que foi o tempo que me demorou a pintar a primeira fornada.

As unhas secaram e eu preparava-me para voltar a abrir o frasco de verniz, quando a mulher asiática/americana (já vão perceber porque nunca me vou referir a ela como “senhora”.. não era) do lugar 3F se estica pela frente do passageiro do 3E, com quem vinha a falar animada e interruptamente toda a viajem e com quem já mantinha alguma intimidade, toca-me no braço e diz.. “Please stop painting your nails. I don’t like the smell.” … Dito isto, volta à conversa animada e eu, incrivelmente bem comportada e obediente, fecho o frasco e devolvo-o aos confins da minha carteira.

O que me tinha acabado de acontecer tinha sido, no mínimo, bizarro. A mulher oriental não suportou a ideia de ter de me ver pintar unhas por mais um minuto. Ou não suportou a ideia de cheirar o meu verniz por mais um minuto.

A mulher oriental tinha sido inconveniente e tinha mostrado sinais de algum tipo de perturbação mental e mesmo assim eu tinha consentido com aquele comportamento, “embrulhando a viola no saco” ao arrumar o verniz.

E assim fiquei. Presa nos meus pensamentos de incredulidade, com 5 unhas pintadas e 5 unhas por pintar.

Passados 10 minutos e já numa altura em que o avião mostrava sinais de começar a descer, a mulher oriental levantou-se (pela 3a vez) para ir à casa de banho.

Eu, tive dois segundos para voltar a olhar para as 5 unhas por pintar e tomar uma decisão. Voltei a pegar no verniz rapidamente e vai de terminar o serviço. Já sem brio nem devoção à arte. Eu só queria rapidamente terminar o que tinha começado enquanto a mulher desagradada não estivesse por perto.

Estava a dar a ultima pincelada quando a mulher se aproxima. Tinha chegado 3 segundos antes do fim da empreitada e testemunhou o grande crime. Eu, a criminosa, tinha voltado a sacar da arma mortífera. Era quase caso de policia!  - E vai dai ela recomeça… “I can’t belive you painted your nails again?!?!… I asked you to stop, how could you do it again???!!!” – Ela estava abismada, incrédula, ofendida, furiosa, despeitada… tudo o que possam imaginar!!! Eu tinha voltado a pintar as unhas depois das expressas ordens em contrário.

E eu, que nem lhe devia ter respondido porque devia ter percebido automaticamente que se tratava de uma chalupa encartada com ar de chinesinha porreira e gira, ainda lhe disse qualquer coisa como … “Penso que fui bastante cordial por ter parado de pintar as unhas na altura que me pediu. A verdade é que tinha 5 unhas por pintar, estávamos quase a aterrar e a senhora foi à casa de banho pelo que pensei que não a iria incomodar porque não estava aqui.”

Confesso que a esta altura eu já não devia estar com cara de “boas amigas”. Se já a tinha achado parva no primeiro contacto, quando me voltou a falar na treta do verniz achei-a, no mínimo, mal criada e abusadora.

Ela passou para o lugar dela e eu e o senhor bilingue que estava sentado entre nós retomamos a conversa que tínhamos começado quando ela foi à casa de banho. O senhor bilingue era um grisalho ultra simpático da minha idade e com 300 pessoas conhecidas em comum e um passado que se cruzou com o meu em vários pontos. Trocamos cartões e conversa até que a mulher asiática/americana, não contente com o segundo raspanete e mesmo bastante depois do frasco de verniz ter desaparecido do seu campo de visão, decide continuar…

“ You are such a barbarian!! – I can’t belive you did your nails again after I told you to stop” – Continuou… “You are discusting!” E não contente, foi prosseguindo … “why are you fixing your nails? You should be fixing your ugly face. Because you are so ugly….” – “Go fix you face” “You are so ugly. You are discusting! You are a barbarian!” – Para quem pensa que não está a perceber exatamente o que a mulher chinesa/americana disse… traduzo para terem a certeza : “Você é uma bárbara! Você é nojenta! Nunca vi ninguém tão nojento em toda a minha vida! Porque está a arranjar as suas mãos? Vá mas é arranjar essa sua cara feia! Você é horrível. Sua feia! Nojenta!”

 Ah pois é… isto aconteceu! Parece mentira. Parece que é para os apanhados… Eu própria esperei que de traz da cortina saísse toda uma equipa de televisão, com camera man e produtores e som e tudo… “Cais-te Maria’! Foste muito bem apanhada!!! Ganda susto hein?! Que grande risada… “

Mas em vez disso, a mulher voltou a dizer tudo outra vez. Até que eu percebi que quem tinha de parar aquilo era eu. – Não a chamei de feia, nem nojenta, nem a mandei fazer nenhuma operação plástica…

Mandei-a calar-se!  Olhei para ela, disse-lhe que era mal educada e mandei-a calar-se. Como se tivesse a dar uma ordem a um cão desgovernado. Fiz como vi fazer nos programas do Domador de Cães. Fui Calm and Assertive! “Shut up!! Shut up right now!” – e aquele animal enfurecido calou-se ao som da “pac líder”. 

Para pasmo dos restantes passageiros e da chefe de cabine que se preparava praticamente para intervir, aquele animal desgovernado sessou. O avião aterrou e o incidente ficou por ali.

Depois fiquei a saber que a poderia ter reportado como “unlurry passanger” e que muito provavelmente e porque o destino era Londres, ela poderia ter sido detida à chegada pela policia. Muito provavelmente aprenderia a sua lição de humildade da pior maneira.

Mas passada a minha inicial perplexidade e indignação, restou-me sentir muita pena daquela mulher. Era, obviamente uma pessoa perturbada. Mal amada. Se não por quem está à sua volta, sem dúvida mal amada por ela própria. Imaginei quantas vezes, em criança, ela não terá ouvido dizer que era feia. Quantas vezes não se terá achado feia. Quantas vezes não terá sentido nojo dela própria. Naquele momento eu não fui mais que o espelho da imagem que projeta dela própria. Quanta infelicidade camuflada pela película da agressividade…. 

Depois ainda divaguei sobre o que me teria feito guardar o verniz da primeira vez. Porque não lhe teria logo pedido para ser um pouco mais paciente. Não demoraria mais que um minuto… Ao guardar o verniz, dei-lhe razão. Consenti no seu devaneio de prepotência. E ela achou que, a partir dali, podia tudo. Até chamar-me feia e nojenta  vezes sem conta.

 Aprendi uma lição. Não volto a guardar o verniz na carteira! Não gosta, temos pena. Muita pena…

beijinhos

Um casamento de sonho

October 15, 2014 in FAMILY BUSINESS, IN THE PRESS

Foto de familia Casamento Ricardo e Susana

Na altura em que publiquei alguns INSTA-MOMENTS sobre o casamento da Susana e do Ricardo [AQUI], houve algumas leitoras que me pediram para partilhar a decoração das mesas… Na altura pensei que talvez não o devesse fazer por ter sido uma cerimonia muito privada mas entretanto os noivos surpreenderam-nos com a partilha da festa na revista Caras (uma reportagem linda por sinal… de onde herdei esta foto de família que amei) – Assim sendo achei que podia (e devia) partilhar convosco estas imagens de sonho. De um jantar de amigos, preparado bem à portuguesa, onde foi servida uma sopa de abóbora (servida em taças Bordalo Pinheiro) seguida de, imaginem, cozido à Portuguesa. O prato preferido do meu irmão… Insólito mas muito saboroso!

A mesa que tinha sido planeada para estar “Al Fresco” num jardim de sonho, acabou confinada a uma pequena sala (como podem ver nas fotos) porque choveu o dia todo, sem misericórdia…

A organização do evento esteve a cargo do nosso amigo de longa data Carlos Pissarra que tem sido responsável por muitas festas memoráveis… Mas para mim, esta foi especial!

Casamento Ricardo & Susana

Casamento Ricardo & Susana

Casamento Ricardo & Susana

Casamento Ricardo & Susana

Casamento Ricardo & Susana

Casamento Ricardo & Susana

Casamento Ricardo & Susana

Para verem mais festas e jantares organizados pela CP, sigam o link. Tenho a certeza que vão gostar!

Carlos Pissarra

A prova que, verdadeiramente,  adorei a foto do fotografo Alfredo Rocha… já está emoldurada na nossa sala como podem constatar pela polaroid! – Obrigada revista Caras! Nota 10!

Foto de familia beijinhos

Inspiration – Cool and Memorable Brides

October 14, 2014 in FASHIONABLE

Afinal ainda não consegui encerrar o assunto “noivas”…

Como perceberam, pelo editorial da Brides, nem sempre é preciso ir a uma loja tradicional de vestidos de noiva comprar um vestido clássico e caríssimo… Principalmente nos casos em que o casamento não é na igreja (e mesmo na igreja, porque não?!) é tão cool ver uma noiva com um vestido improvável, descontraído e memorável..

Deixo-vos com 3 sugestões de “noivas memoráveis”- Todos os looks possíveis de conseguir à distancia de uma simples compra na internet! Não consigo pensar em nada mais prático… Espero que gostem!

Inspiração Noivas

1. Brincos Lulu Froster/ 2. Vestido Milly no site da NeimanMarcus /3. Anel diamante /4. Sandálias Stuart Weitzman

Inspiração Noivas

1. Brincos Isharya / 2.Vestido DVF / 3. Anel Ippolita /4. Sandálias Olivia Palermo para Aquazzura

Inspiração Noivas

1. Brincos Isharya / 2. Vestido Temperley London no site Net-a-Porter / 3. Pulseira Lulu Frost /4. Sandálias Stuart Weitzman

beijinhos

Olivia, the most gorgeous bride…

October 13, 2014 in FASHIONABLE

Olivia Palermo Brides

E só para fecharmos a “nossa conversa” sobre noivas não puder deixar de partilhar convosco este editorial de moda publicado pela Revista Brides na sua edição de Junho.

Antes de se casar com o modelo alemão Johannes Huebl, Olivia Palermo aceitou o convite da publicação norte americana para vestir a pele de uma noiva de sonho. Vão, quase de certeza, concordar comigo que, melhor, só mesmo a versão original dela no dia do seu verdadeiro casamento com o seu Kit maravilhoso desenhado pela clássica Carolina Herrera. Uma camisola de cashmere pérola e uma saia de tule aberta à frente sobre uns shorts brancos… A noiva mais cool do ano, sem dúvida!

Fiquem então com as fotos da produção e com estas “nove noivas de sonho”. Espero que gostem…

Olivia Palermo Brides

Olivia Palermo Brides

Olivia Palermo Brides

Olivia Palermo Brides

Olivia Palermo Brides

Olivia Palermo Brides

Olivia Palermo Brides

Olivia Palermo Brides

Não existem muitas fotos do casamento mas estas duas são suficientes para percebermos como estavam os dois realmente L-I-N-D-O-S…

Iconic brides

Olivia Palermo

BEIJINHOS,

MARIA

A Festa das Mesas

October 10, 2014 in MY WORLD OF INTERIORS

A Festa das Mesas

Festa das Mesas Festa das Mesas

Esta semana, entre outras coisas, vou andar ocupada com os preparativos para a Festa das Mesas que será já no próximo sábado, dia 18, no Hotel Palácio do Estoril.

A organização [Estoril for Press] convidou 12 decoradores para este evento. À semelhança de eventos parecidos que acontecem com frequencia em Espanha e Estados Unidos, cada decorador fica responsável pela decoração de uma mesa. Cada mesa senta 10 pessoas (numero máximo de pessoas que podemos convidar). Para além disso e dos metros quadrados que a circundam, temos todos muito poucas limitações. Ou seja, cada um fará com a sua mesa o que bem lhe apetecer, seguindo um projeto e uma inspiração que, até agora, está no segredo dos deuses. Confesso que estou já super curiosa para ver que caminho escolheram os restantes 11 designers envolvidos no projeto… Acho que esta festa promete!

Fica já aqui prometido que farei um post detalhado, não só com a minha mesa (que espero fique linda!) mas também com as mesas que mais chamarem a minha atenção! Até lá, toca a trabalhar que ainda há muita coisa para fazer…

A Festa das Mesas

 

BEIJINHOS,

MARIA

Uma noiva no Paraíso

October 10, 2014 in BRIGHT MINDS, FASHIONABLE

Acho sempre que temos uma tendência para olhar para fora e dar menos valor ao que se passa à nossa volta, no nosso pais… De qualquer forma lembro-me que parei, literalmente, quando vi a Ana Rita Clara na capa da revista Caras, vestida de noiva, com aquela grinalda de flores maravilhosa e com aquele ar que só se tem quando se está no paraíso. Casar em Formentera por si, deve ser um sonho. Com este vestido, com este ar descontraído… isso sim, é memorável. A nossa noiva icónica, passou por aqui e deixou-nos (deixou-vos) a memória daquele dia e de como se sentiu… intensamente feliz e completa! Adorei! Obrigada Ana Rita…

Ana Rita Clara

BEIJINHOS,

MARIA

Memorable Brides

October 9, 2014 in FASHIONABLE

memorable brides

Quando ontem vos falava de noivas memoráveis… era mais ou menos a isto que me referia…. a vestidos intemporais e carregados de personalidade. Uns desenhados com a maior minúcia… metros infindáveis de tecido e renda. Trabalho de muitas mãos e muitos olhos. Outros, diferentes pela simplicidade. A cara de quem os vestiu. Noivas que não quiseram ir igual a ninguém a não ser elas próprias. Vestidos que não esquecemos e que, de alguma forma, nos fazem sonhar… Deixo-vos com duas mãos cheias de noivas que não esqueci. Por motivos diferentes todas ficaram gravadas na minha memória. Todas com a maior pinta… acho que não consigo escolher a que gosto mais…

Iconic brides

Grace Kelly 1956 / Vestido (saia e camisa) desenhado pela figurinista dos estudios MGM Helen Rose

Iconic brides

Princesa Diana 1981 / Vestido desenhado pela dupla David and Elizabeth Emmanuel

Iconic brides

Olivia Palermo 2014 / Calções , camisola em cashmere e saia de tule Carolina Herrera

Elisabeth Taylor

Elisabeth Taylor 1964 / Vestido curto de chifon amarelo que usou no seu primeiro casamento com Richard Burton

celebrity-weddings

Kate Middleton 2011 / Vestido desenhado por Sarah Burton para Alexander McQueen

Iconic brides

Leandra Medine (the man repeller) 2012 / Vestido Marchesa, Biker Jacket Rebecca Minkoff

Iconic Brides

Iman 1992 / na segunda cerimonia de casamento com David Bowie

Iconic brides

Bianca Jagger 1971 / fato saia casaco branco e capelina no seu casamento com Mick Jagger

iconic brides

Kim Kardashian 2014 / vestido Riccardo Ticsi para Givenchy

iconic-brides

Jackie Kennedy 1953 / vestido desenhado por Ann Lowe

Casamento Ana Rita Clara

Ana Rita Clara 2014 / Vestido desenhado por Ricardo Preto

E vocês? Também têm as vossas noivas preferidas? Diferentes destas que escolhi? Contem-me! Vou adorar saber…

BEIJINHOS,

MARIA

Vamos lá então comentar a amiga Amal…

October 8, 2014 in FASHIONABLE

Amal Alamuddin Amal Alamuddin

Achavam que eu sou tão distraída, tão distraída que nem tinha dado conta que o nosso amigo George tinha casado?? – Enganem-se… que eu até posso não ter tempo para comentar, mas ando atenta! Para além de que não houve uma capa de uma revista que não tenha dado o máximo destaque ao casamento portanto imagino que, neste momento, se perguntarmos a qualquer um dos nossos maridos, mesmo que sejam homens para só comprar a Bola e o Record, eles nos saibam dizer com alguma precisão que o ator George Clooney se casou em Veneza com uma rapariga Libanesa, de boas famílias. Uma advogada de sucesso com fama de ser milionária. Os mais atentos muito provavelmente saberão até que as festividades do casamento se multiplicaram por um fim-de-semana alargado, com uma grande azafama de veste e despe, entra para o barco, sai do barco… põe chapéu tira chapéu. Que maravilha! Um sonho para a imprensa que teve assunto para 15 dias.

Para o seu casamento com o George Cloney, Amal Alamuddin foi exibindo diferentes kits, todos eles giríssimos… Um vestido de riscas Dolce & Gabanna, um vestido com flores bordadas Giambatista Valli, um conjunto calça e top com chapéu branco Stella McCartney e um  vestido encarnado e preto McQueen…

Eu tenho de vos confessar que fui vibrando com todas as imagens que a minha assistente me ia mostrando com a precisão de segundos em que iam aparecendo na internet. Quando a vi com o kit Stella McCartney branco com aquela capelina maravilhosa fiquei rendida. Achei-a a noiva mais cool dos últimos tempos… Mas depois, tal como imagino que tenha acontecido com muitas de vocês, lá fui percebendo que ainda não era aquele O Vestido. Também me entusiasmei com o Giambatista curto… também ainda não era Aquele. Uma festa cigana, portanto. Mas quando é que a rapariga vem finalmente de noiva?!

george clooney wedding

E pronto, lá apareceu na capa das revistas People e Hello com um vestidinho de noiva Oscar de la Renta. Estava linda, não há duvida. Mas não estava memorável. Daqui a uns anos, ninguém se vai lembrar da noiva Amal num vestido de renda com decote em barco. Vamos todos recorda-la com aquele maravilhoso chapéu de abas branco com uma fita preta, pelos canais de Veneza…

Eu até percebo que depois de vários dias em festa ela quisesse acabar com “O Vestido”. Mas acho que podia ter sido mais giro, mais original, diferente de tudo, mais irreverente, com mais personalidade. Achei o vestido bonito. Mas foi só mesmo isso… Não havia nada de extraordinário naquela foto. A não ser… o noivo! Que neste caso, eclipsou ligeiramente a nossa bonita Amal…

Não leves a mal, Amal, mas tivera eu podido dar-te umas dicas… este seria um dos vestidos possíveis para o teu casamento. Acho que teríamos todas gostado mais de perceber que eras uma noiva um nadinha mais irreverente e original. Eu sei Amal, não deve ser fácil seres tu neste momento em que todas as mulheres do mundo se sentem no direito de te escrutinar. Por isso quero que saibas uma coisa… Quando te vi pela primeira vez pensei… é desta que o nosso Clooney se casa! Acho-te a maior brasa e tens ar de que ninguém faz farinha contigo. És o que eu costumo chamar… Uma Pintosa! – Mas o vestido podia ter sido um nadinha melhor. É só isso…

wedding dress

UM BEIJINHO,

MARIA

P.S. Vá… as que adoraram o vestido não se zanguem comigo!

Revolutionary Chanel – Spring 2015

October 7, 2014 in FASHIONABLE

Boulevard Chanel

A coleção Chanel Primavera 2015 foi  uma explosão de criatividade. Desde os padrões coloridos em aguarela até às botas tricotadas às riscas. Adorei os casacos curtíssimos e estruturados por cima de vestidos fluidos. Adorei os óculos de sol com cristais. Adorei as cores. Adorei cada camisa em organza branca com folhos. Gostei de quase tudo. Mas honestamente, o que realmente me impressionou mesmo… foi aquele cenário surreal em que tudo se passou. Aquela rua parisiense a que chamaram Boulevard Chanel era uma réplica perfeita da realidade. Paris em cada canto….

A ideia de acabar o desfile com uma manifestação feminista foi de génio. Lindas, poderosas e imaculadamente vestidas… as modelos, foram por minutos, a imagem de tantas mulheres que lutam, hoje em dia, e desde sempre, pela igualdade dos direitos das mulheres.

A moda a provar que é muito mais que uma expressão de arte frívola e superficial. A usar aqui o seu uber poder mediático para passar uma mensagem de Mudança. Uma mudança que tem de começar em cada uma de nós.

Grande Karl! A minha vénia. A tudo!

 

CHANEL SPRING 2015- READDY TO WEAR

BEIJINHOS,

MARIA

My Favourite Love Song #7

October 6, 2014 in BOOKS & SONGS

All I Know

Esta música é um “peso pesado” na memória dos meus afetos. Sabem aquela música que nos faz, literalmente, parar!? Quando ouço All I know não há como prosseguir vivendo em normalidade. Deixo de conseguir falar ou ouvir. Entro imediatamente num estado de semi -hibernação. Um estado que só quem já sofreu um sério caso de paixão e o associou a uma música sabe do que estou a falar… Porque os sofredores de amor, quando ouvem certas músicas ficam letárgicos. É suporto ser mesmo assim…. o coração desacelera e começa a bater ao ritmo da melodia. Notem no entanto que este problema não assiste as paixões correspondidas. Fala-se aqui daquele amor impossível e não consumado, minhas amigas. Complicado, sofrido e platónico…. padeci desse mal com 16 anos, vejam lá vocês que grande injustiça….

Se tenho alguma jovem (sofredora) a ler-me neste momento, queria só deixar aqui uma mensagem de esperança…. Começar a nossa vida amorosa da pior maneira tem uma coisa boa… tudo o que vem a seguir é para positivos! : )

A coisa mais importante que temos e devemos fazer em relação ao amor é nunca o desacreditar. Deixar sempre para ele um espaço no nosso coração. E pelo meio, ouvir All I Know. Vão ver que ajuda!

All I Know foi gravada pela primeira vez em 1973 , pelo extraordinário Art Garfunkel para o seu primeiro álbum a solo a que deu o nome Angel Clare.  A música e letra são da autoria do cantor e compositor de música Country Jimmy Webb.

All I Know from Art Garfunkel

I bruise you, you bruise me
We both bruise too easily, too easily to let it show
I love you and that’s all I know .
All my plans have fallin’ through,
All my plans depend on you, depend on you to help them grow,
I love you and that’s all I know.
When the singer’s gone let the song go on…
But the ending always comes at last,
Endings always come too fast,
They come too fast but they past too slow,
I love you and that’s all I know .
When the singer’s gone let the song go on,
It’s a fine line between the darkness and the dawn.
They say in the darkest night there’s a light beyond
But the ending always comes at last,
Endings always come too fast,
They come too fast
But they past too slow,
I love you, and that’s all I know.
That’s all I know, that’s all I know.

 

BEIJINHOS E BOA 2a FEIRA!

MARIA

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