Uma História sobre o Dia da Mãe

Maio 3, 2016 in FAMILY BUSINESS, MY HAPPY SELF

Dia da Mãe 2016

No ano passado, o dia da mãe passou-me ao largo da costa. Percebi que aconteceu, mas não chegou aqui à minha praia… se me entendem…

Acordei e não tive um pequeno almoço, nem um presente, nem um cartão… nada. O meu querido pai lembrou-se de me de enviar uma mensagem pela manhã… como faz sempre. Mas, amigas, vocês sabem do que vos falo… uma mensagem do nosso “querido pai”, só por si, não nos puxa a carroça até à meta…. Não é fácil passar o dia a ser bombardeada com fotografias de mães felizes com ramos de flores, panquecas à la carte e dedicatórias de fazer chorar as pedras da calçada… e nós… nada.

Acontece que eu sou otimista por natureza e acredito sempre que o universo se reúne em conspirações permanentes e acho que no fim os desfechos são sempre os esperados. Lembro-me que depois do primeiro embate da “aparente ignorância” relativa ao calendário, as horas iam passando e eu apenas ia pensando… “estes malandros andam a preparar uma boa!”. Mas o sol subiu, percorreu o céu, pôs-se e não se passou nada…. quando chegou a hora de jantar a indiferença prescistia … lá percebi que tinha chegado à meta, mas não havia foguetes. Tinha acabado a minha jornada de espera. Era mesmo só aquilo… sem artifícios nem surpresas dissimuladas… O Rui não estava em Portugal e as duas crianças (um com 13 e a outra com 10) sem serem orquestrados não chegaram às minhas caladas e esperançosas espectativas. Fiquei muito triste. Não que ache que sou menos amada por não ter tido direito a banda e purpurinas. Eu sei que o amor existe, mas uma mãe gosta que chegue aquele Um dia por ano, e haja festa e foguetes. After all… ser Mãe é o nosso principal projeto, aquele em que mais nos empenhamos e de que mais orgulho tempos. O reconhecimento, a festa, a dedicação…. fazem falta e deviam fazer parte da legislação. São o reconhecimento e a “medalha” (mais que) merecida por um ano de dedicação abnegada, de horas sem dormir, de mil boleias, de tantas lições de vida, de alguns sermões, de exemplos conseguidos, de colo, de mimos, de festas, de idas ao médico, de estudo acompanhado… de tudo.

Pronto amigas, mas esta não é uma história triste. Foi só a introdução para o que vem a seguir. O meu dia da mãe, este ano, aquele que aconteceu no domingo… foi o melhor de sempre!

Este ano, eu poderia ter feito duas coisas…

Hipótese 1 – Ficar quietinha no meu canto e esperar pelo melhor. Afinal, nada tinha ficado por dizer. Há um ano atrás os meus filhos não ficaram com uma dúvida de como eu tinha ficado triste. Lá nisso sou boa. Não fico calada nem mando recados…

Hipótese 2 – Planeava a festa, comprava os foguetes, armava o fogo e apanhava as canas.

Escolhi a segunda. Acho que me calhou bem!

Com uma semana de antecedência comecei a gritar aos sete ventos que o dia da mãe estava achegar. Organizei um almoço com todas as mulheres da família… mãe, irmã, avó, sogra… Fui à praça, carreguei a casa de flores. Muitas velas, muita luz, muita alegria. O caril veio de encomenda e as sobremesas também, por isso ainda tive tempo para ir jogar Padel nessa manhã. Fiz uma sangria maravilhosa e brindámos todas com alegria. Tantas mães. Brindámos também a todas as mães ausentes incluindo as nossas avós. Com um brinde especial à avó materna que é uma figura muito proeminente nas nossas conversas e no nosso imaginário. Não tenho uma única fotografia com essa minha avó. Privei tão pouco com ela… Morreu quando eu tinha 9 anos. E mesmo assim, continua a ser (a seguir à minha mãe como é óbvio) umas das mais importantes figuras femininas da minha vida.

A Bu fez-me um cartão lindo como só ela sabe fazer… carregado de palavras que me enternecem o coração. E o meu Salva, ineditamente, saiu de casa de bicicleta e foi sozinho ( e com o seu dinheiro) comprar-me uma flor. Mas mesmo que não tivesse tido direito a presente teria sido um dia feliz na mesma.

Porquê? – Porque eu preparei o meu dia feliz… Não esperei que ninguém o fizesse por mim. Sermos mimadas é bom, mas sabermos mimar-nos é talvez ainda melhor. É bom que nos deem valor, mas se nós não dermos valor a tudo o que fazemos, sabendo que o fazemos com o máximo amor e dedicação, então está tudo errado.

Por isso, se houver por ai mães que tenham tido um dia da mãe com menos atenção e carinho… já sabem… Não fiquem tristes. Comecem já a preparar a festa do próximo ano!

beijinhos

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[A minha Flor oferecida pelo Salvador ]

Dying to be me!

Abril 21, 2016 in BOOKS & SONGS, BRIGHT MINDS

Anita Moorjani

A autora deste Best-seller, Anita Moorjani, morreu e renasceu para uma nova vida e vive hoje de uma forma completamente diferente do que fez até o seu corpo ter sucumbindo a um cancro terminal. Apesar de não ter ainda lido o livro, vi na semana passada a TedTalk em que Anita nos conta, muito resumidamente, a sua viajem por uma dimensão paralela numa altura em que, devido a um linfoma em estagio avansadissimo, entrou num coma de onde acabaria por voltar com uma atitude completamente diferente perante a vida, o seu corpo e as suas relações .

Não vos vou contar a história porque tem mais impacto ser ouvida pela própria (o video está legendado) por isso a única coisa que queria deixar aqui resumido, são os cinco conselhos que esta sobrevivente de uma aparente experiência com a morte nos conta:

1 – Ama!

Amar e sermos amados é a chave para uma vida feliz. Sabermos deixar-nos amar é tão importante como amar alguém. E mais importante, amarmo-nos a nós próprios. Uma pessoa que tem uma boa auto-estima, muito dificilmente será agressiva ou controladora. Simultaneamente não permitirá que sejam agressivos ou controladores consigo, vivendo uma vida de paz e harmonia. Amor significa respeito, em todos os sentidos. Incluindo respeito pelo nosso corpo.

2 – Viver destemidamente!

Viver sem medo de tudo. Segundo Anita vivemos numa sociedade onde prolifera a cultura do medo. Não comemos isto ou aquilo, não porque respeitamos o nosso corpo mas porque temos medo de vir a ter esta ou aquela doença como conseguencia. Ensinamos o medo aos nossos filhos. Medo da doença, medo da decepção, medo do ridículo…. as nossas escolhas devem ser feitas com base em condicionantes de amor e não medo. “Gosto do meu corpo por isso não fumo”. E não, “tenho de deixar de fumar porque tenho medo de ter cancro dos pulmões”.

3 – Ri-te mais!

Rir e fazer rir. Rir-mo-nos de nós próprios e com os que amamos. Nunca deixar que as curvas da vida nos tirem essa maravilhosa capacidade. Ou nunca nos deixar-mos chegar ao ridículo de nos acharmos acima de uma gargalhada despretensiosa. Rir é o melhor remédio por isso devemos cultivar o humor, o riso e a boa disposição na nossa vida. Se estão rodeados de pessoas que vos fazem rir, cuidem delas, reguem essas amizades com amor. São preciosas fontes de boa energia.

4 – A tua vida é um presente!

Devemos ter sempre consciencia que esta vida nos foi oferecida como um presente preciosos do qual devemos cuidar. Ter noção que devemos tirar o máximo partido de cada dia e sermos eternamente agradecidos por cá estarmos.

5 – Sê tu próprio!

Anita até diz qualquer coisa como… “Sê o mais TU que conseguires”. Quantas vezes já ouvimos coisas parecidas e mesmo assim, grande parte de nós continua a viver as suas vidas espelhado noutras vidas e noutras personagens que nada têm a ver com a sua realidade?!  Párem e sejam vocês, abracem as vossas singularidades, amem-se e aceitem-se. Espalhem a vossa luz que é única e singular. Deixem a VOSSA marca no mundo, na vida e naqueles que vos rodeiam.

E agora que já vos deixei curiosos, vejam o video. São 18 minutos de pura inspiração! – Para os mais sensíveis os primeiros 5 minutos são mais difíceis mas não parem, a mensagem importante vem depois. Anita começa por explicar a doença para depois ter mais impacto todo o desenrolar da história e o milagre da cura. Prometam-me que vêm e depois partilhem. Este video pode vir a mudar algumas vidas e a forma como muitos de nós vemos o mistério da existência.

 

Depois, se quiserem ter uma experiência mais completa, podem sempre comprar o livro, já traduzido para Português pela Porto Editora.

Nascer de Novo

Podem ler o Prefácio e a Introdução deste best-seller [AQUI]

Obrigada querida Joana Moinho por me ter contado esta história, por ter partilhado comigo mais um bocadinho da sua luz. Espero, com este post, chegar a alguém como a Joana chega tantas vezes ao meu coração.

beijinhos

Ninguém me paga para escrever isto #4

Abril 11, 2016 in RANDOM STUFF

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Já me conhecem, pelo menos, o suficiente para saber que uso ainda agenda e bloco de notas e não cedo às modernices dessas coisas que vêm como “bónus” nos telemóveis e que supostamente “servem para a mesma coisa e ainda são mais eficazes”. Sim eu sei, pagas um balúrdio por um telemóvel exatamente porque vem carregado de “brindes”… máquina fotográfica (que é quase o único que me importa verdadeiramente) mais Agenda, mais Bloco de notas… mais tanta coisa que por vezes o facto de que faz e recebe, efetivamente, chamadas é quase um pormenor. Apesar de adorar o meu Iphone e as inúmeras aplicações com que o vou kitando (quase exausto coitado…) ainda gosto de olhar para a minha carteira e ver dois caderninhos coloridos com capa de pele e gravados a dourado com o meu monograma lá dentro. O que querem? Coisas de miúda old fashioned e (ligeiramente) betinha…

Durante alguns anos encomendava a minha agenda no site da Smythson, até que uma leitora me apresentou a Sloane Stationery. Tem agendas e blocos de notas igualmente pintosos, por uma fração do preço. E digam o que disserem, mas mesmo nós (as miúdas old fashion e betinhas) do que gostamos mesmo é de um bom negocio!

Este ano, como em anos anteriores, a minha agenda chegou no início do Janeiro, numa cor que me alegra e com as minhas iniciais gravadas, como eu gosto!

Os blocos de notas são todos queridos demais e são o presente perfeito, para aquelas ocasiões em que ficamos assim meios sem saber o que oferecer, não só nos aniversários, mas também nos dias das mães e dos pais, dos irmãos, dos sogros e dos periquitos (que agora ele há dias de tudo…). Deixo aqui alguns dos meus preferidos… mas há muitos mais. Espreitem o site e digam-me se também ficaram rendidas! 
Sloane Stationery

www.sloanestationery.com ]

Espero que tenham gostado da partilha! –  Desejo-vos uma ótima segunda feira!

beijinhos

O nome de Deus é Misericórdia

Abril 5, 2016 in BOOKS & SONGS

Outra coisa de que me vou sempre lembrar destas férias, e que não podia deixar de partilhar convosco, foi do livro que me acompanhou nos fins de tarde na montanha. Já o tinha comprado há um tempo mas queria lê-lo com calma por isso guardei-o para esta semana. [ Como se guarda um vestido especial para a ocasião certa.] É um livro, como podem imaginar, encantador. No fundo é uma conversa entre o jornalista e vaticanista Andrea Tornielli e o Papa Francisco sobre este tema tão atual [no sentido de ter sido escolhido pelo Papa como tema fulcral do seu pontificado] que é a Misericórdia de Deus.

Quando assistiu à primeira missa celebrada pelo Papa e percebeu que a centralidade do seu pontificado se focaria na mensagem da Misericórdia, logo ali pensou como seria interessante planear uma entrevista para explorar o tema, para que o Papa pudesse passar a sua mensagem de uma forma simples e universal. Assim foi. Este livro nasceu de uma conversa que os dois tiveram em Agosto de 2015 e foi lançado no inicio deste ano em 82 países. O titulo do livro apresentado na capa foi manuscrito pelo próprio Papa em todas as diferentes línguas em que foi traduzido.

É um livro que nos informa e nos emociona. Que explica e que inspira. Que chega ao nosso coração e nos faz parar e pensar. É um livro para aqueles que procuram a paz e um sentido para a vida.

Penso que não seja um livro para ser lido apenas por católicos. Apesar de explicar a importância de Deus e a sua relação com a misericórdia, ou mais precisamente, os efeitos que a misericórdia divina tem em nós, as palavras do Papa e a sua visão sobre o perdão e a misericórdia são e devem ser adaptáveis às nossas vidas, ao quotidiano e à forma como todos vivemos (ou devíamos viver).

Muito simplificadamente, é um livro que nos ensina, não só, como é relevante saber perdoar mas como também é importante saber pedir perdão. No fundo, termos a humildade de nos reconhecermos como pecadores [confesso que durante muito tempo esta foi uma palavra que evitei mas que ao ler este livro parece que me entendi com ela e com toda a sua possível carga]. Para isso o Papa recorda aos supostos “cristãos imaculados e justos”…. “Até o Papa é um homem que precisa da misericórdia de Deus”.

Uma lição de amor, justiça e humildade. – Lê-se de uma penada. Não deixem de o fazer!

beijinhos

P.S. – O Papa Francisco proclamou o ano de 2016 como Ano Santo da Misericordia. Leiam mais [AQUI]

So long L’Alpette!

Abril 5, 2016 in GLOBETROTTER

L'Alpette

[ Fotografia pessoal tirada em 2015 ]

Queridas amigas, viciadas e companheiras de viajem… Como algumas devem saber, estive de férias, na mesma estância de ski para onde vou há já vários anos e, por isso, sem grandes novidades para vos contar. Megève continua linda e pitoresca naquele seu cantinho dos Alpes com uma vista privilegiada para o imponente Mont Blanc. O programa é quase sempre o mesmo… Pistas, ski, baguete à descrição, almoços na montanha, vin chaud, quilos de queijo, crepes, gorros, sol, fotossíntese, mais pistas, conversa em dia, lutas de bolas de neve, muitas fotografias, alguns trambolhões…. e 3 quilos a mais no fim (isto de cabeça porque não sei se já alguma vez vos disse mas não tenho balança) …resumindo, tudo de bom!

Chegámos à conclusão que o programa se repete de tal forma que, não fossem as crianças (pré-adolescentes) crescerem à ordem dos 30 cms por ano, nem precisávamos de mudar a fotografia na moldura. É sempre tudo muito parecido…

Infelizmente houve uma perda em Megéve, e quem conhece a estância e não sabia, vai de certeza ficar triste com a noticia… O restaurante L’Alpette, que era, sem dúvida, o mais emblemático das pistas [ Um chalé charmosíssimo a 1895 metros de altitude onde não só se almoçava divinalmente como se podia parar para um reconfortante chocolate quente a meio da manhã ] e que estava aberto desde 1935, ardeu em Agosto do ano passado. Do nosso L’Alpette não sobrou rigorosamente nada. Só mesmo as nossas memórias e algumas fotografias.

Diz-se, na vila, que a familia Sibuet (famosos hoteleiros e donos do L’Alpette) faz total tensão de reconstruir o edifício à sua gloria e charme originais. E que, para o ano, no topo da pista Emile Allais lá estará, novamente, este chalé que era, na verdade, um dos mais importantes marcos desta terra Alpina e chegou a ser considerado pela revista Figaro como o melhor restaurante de Montanha.

Para ter a certeza que esta reconstrução vai acontecer, acho que vou ter de voltar. Ainda não é para o ano que o Rui me consegue arrastar para outra estância…

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beijinhos

 

 

 

TBT – Chicas Corazon

Março 17, 2016 in #TBT

Chicas Corazon

Um dia, há muitos anos, entrei para o bloco operatório e antes de me sedar o anestesista disse-me para pensar num momento da minha vida muito divertido e muito feliz. Pelos vistos é uma técnica para que a anestesia corra bem e para termos um bom acordar. Eu tinha feito esta viajem há poucos meses e imediatamente pensei numa noite, num quarto de hotel em NY, com 4 mulheres e duas camas, com mais sacos que metros quadrados e gargalhadas de rebentar e ir às lágrimas. Deve ter sido a melhor “moca” da minha vida! Fizemos esta viajem para comemorar uma alegria. Fizemos esta viajem para agradecer a Deus uma bênção. Fizemos esta viajem com um propósito e por isso se tornou um marco nas nossas vidas. Viramos uma página e já lá vão 10 anos da melhor amizade do mundo. Sim porque as nossas melhores amigas, são sempre as Melhores. Quem não tem essa certeza é porque ainda não encontrou as suas irmãs de jornada. As que nos fazem rir até rebentar e com quem não nos importamos de chorar até ficarmos com a cara feita num bolo. As que nos aturam nos piores dias e que nos sabem por no lugar quando é preciso. As que sabem dizer a piada certa no momento certo e as que conhecem a nossa tristeza no mais simples suspiro. As que sabem o pior e melhor de nós. As que nos vão defender até ao fim do mundo contra tudo e contra todos. Aquelas que sabemos vão estar sempre connosco, aqui e na eternidade. Namasté

Se eu mandasse… by Revista VIP

Março 14, 2016 in IN THE PRESS

Maria Barros Revista VIP

  1. Que casa de alguém famoso é que gostava de decorar (personalidade nacional ou internacional)? Porquê?

A ultima vez que vi a casa de uma celebridade e pensei… “esta rapariga teria beneficiado de algum tipo de ajuda profissional…” foi quando apareceu a casa do Casal Casilhas na comunicação social depois da própria Sara Carbonero ter partilhado no seu blog a casa que têm na Foz. Lembro-me de ter pensado… “com tantos decoradores extraordinários que há no Norte, como é que aquela rapariga acabou com a casa assim?!”

  1. Com que estilo decoraria essa casa?

Muito provavelmente acrescentaria mais cor, sofisticação, conforto e originalidade. De certeza que não colocava 10 espelhos diferentes pendurados da forma mais aleatória possível na mesma parede por cima de um sofá subdimensionado.

  1. Se não fosse designer de interiores, que profissão teria escolhido?

Há pessoas que são advogadas e têm uma decoradora dentro delas. Outras são economistas e têm um medico à flor da pele. Eu acho que sou decoradora e tenho uma atriz cá dentro que nunca saiu porque não foi ensinada. Nunca a levei a um casting, nunca lhe dei asas…

  1. Se mandasse que peças é que eram proibidas as pessoas terem em casa?

Se eu mandasse acho que proibia que alguém tivesse de viver com móveis herdados por obrigação. Acho um carma muito pesado e a maior parte das pessoas nem se dá conta disso. Vivem anos com peças que não gostam só porque as herdaram dos pais ou dos avós.

  1. Que objeto ou móvel é imprescindível ter-se em qualquer casa?

Jarras com flores frescas e velas aromáticas a arder (velas apagadas não servem para nada) !

  1. Se mandasse o que é que nunca poderia faltar às crianças?

Tanta coisas… Amor, mimo, carinho, respeito, livros, magia, tempo para brincar, conhecimento, amparo, compreensão, proteção… a lista não acaba.

  1. Se se fizesse um filme sobre a sua vida que nome teria? Porquê?

Steel Magnolias. (Flores de Aço) Porque é uma imagem que nos descreve, mulheres, na perfeição. Parecemos frágeis e vulneráveis, mas na verdade somos difíceis de quebrar e temos uma força interior que nem sabemos de onde vem às vezes.

  1. Se lhe concedessem três desejos o que escolheria?

Ser Feliz x 3.

  1. Qual é o seu maior pecado da gula?

Ui… o croissant doce com queijo, aquecido, da Garrett. M&Ms de mentol. Um balde de pipocas doces quando vou ao cinema…

  1. Não consegue viver sem…

Sem amor. O mais importante é amar e sermos amados.

  1. Se mandasse com quem escolheria trocar de vida por uma semana? Porquê?

Por uma semana não trocava com ninguém. Por uma hora trocaria com o meu marido, com os meus filhos, os meus pais… com qualquer pessoa que trabalhe comigo ou para mim, com um cliente, com uma estrela rock, com uma atriz celebre, com um pintor talentoso, com um político, com Jesus Cristo, com Gandhi, com o Papa Francisco, com Buddha, com Nelson Mandela, com a senhora da Caixa do supermercado, com um prisioneiro, com um juiz, com uma enfermeira… Se todos conseguimos, por um instante, perceber o que é exatamente viver nos pés de outra pessoa o mundo seria melhor. Seriamos mais compreensivos e tolerantes uns com os outros.

  1. Que personalidade internacional é que gostava que lhe ligasse sempre que quisesse mudar a decoração da casa?

Kourtney Kardashian. Porque tem bom gosto, é apaixonada por decoração e tem fundos ilimitados. Acho que nos íamos divertir.

 

beijinhos

Todas Somos Malala

Março 8, 2016 in JUST MY OPINION

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Hoje, 8 de Março, dia em que o mundo comemora do Dia Internacional da Mulher, é inevitável pensar nas tristes razões que fazem com que este dia continue a fazer sentido. As estatísticas são ainda terríveis, quase impossíveis de acreditar, para nós que nascemos em sociedades ocidentais livres. As primeiras memorias que tenho de tomada de consciência de género são as melhores. Lembro-me de ser muito pequenina e pensar em como era uma grande sorte ter nascido menina, com direitos extraordinários para usar vestidos e brincos, com passagem direta para o maravilhoso universo feminino. As nossas brincadeiras eram mais giras que as dos rapazes, as nossas conversas mais interessantes, éramos mais delicadas, podíamos usar verniz, ganchos e batom. Tudo era incrivelmente melhor deste lado da barreira que nos separava do mundo no masculino. Para mais, crescemos a ouvir dizer que “numa menina não se toca nem com uma flor”, que “as senhoras são sempre primeiro”… o mundo parecia, efetivamente, generoso connosco. Mas infelizmente a realidade está longe de ser essa e quantas meninas por esse mundo fora terão a sua primeira precessão de género colada a vergonha, injustiça e culpa? As estatísticas metem medo…

  • Existem 62 milhões de raparigas no mundo a quem é negado qualquer tipo de educação académica.
  • Por ano, cerca de 15 milhões de raparigadas menores de 18 anos são dadas para casamentos “arranjados” sem terem qualquer tipo de voto na matéria.
  • Em cada 5 vitimas de trafego humano, 4 são do sexo feminino.
  • Segundo dados das Nações Unidas, todos os anos morrem 250.000 mulheres a dar à luz por falta de cuidados médicos e planeamento familiar apropriado.
  • 30% das mulheres (em geral) são vitimas de algum tipo de violência física ou sexual, dentro ou fora do casamento.
  • Existem 125 milhões de mulheres vitimas de mutilação genital no mundo.
  • As mulheres (em geral) com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos têm mais probabilidade de serem vitimas de violência domestica ou violação do que sofrer um acidente de viação, ter cancro, morrer numa guerra ou de malária.
  • Em todo o mundo a percentagem de mulheres com cargos políticos ainda é de 22%, para 78% de homens.

Todas somos responsáveis, todas podemos fazer qualquer coisa. Se não de uma forma mais direta, somos mães dos futuros homens e mulheres que podem mudar o mundo! Trazer essa consciência para os nossos filhos é uma forma tão fácil de ajudarmos a que eles tomem conhecimento de uma realidade que, apesar de não ser a deles, ainda é a verdade que prevalece.

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Há pouco tempo assistimos, em família, ao documentário I am Malala. E digo-vos que foi uma experiencia enriquecedora e de tomada de consciência, para todos. Fê-los perceber que ter  professores e uma escola é um previlégio só de alguns. Que aquilo a que (maior parte das vezes) não dão valor é a razão por que tantos lutam. O mundo é injusto para tantos e todos juntos podemos fazer qualquer coisa para o tornar melhor! Começando por sermos agradecidos e por respeitar todos os privilégios que temos.

Feliz dia da Mulher para todas vocês, mulheres coragem! Por um mundo melhor!

beijinhos

My best from the Oscars 2016

Fevereiro 29, 2016 in FASHIONABLE

Pronto vamos lá a isto! Confesso que não fiquei assim particularmente de queixo caído com nenhuma atriz nem nenhum vestido nesta octogésima oitava edição da cerimonia dos Oscares… E quando eu estava já a achar que quase nada se salvava daquela passadeira vermelha, eis que surge a amiga Jenny, tarde e a más horas, para salvar a honra do convento. Ufa, que alivio! Não tive mais dúvidas… o microondas foi direto para ela!!! jennifer-lawrence-best-beauty-oscars-2016-academy-awards

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Jennifer Lawrence estava, efetivamente, linda com este Christian Dior Couture, super requintado, que lhe ficava a matar! – Este é mais um ano em que as rendas e transparências inspiradas na lengerie são uma tendência irrefutável e a atriz soube tirar partido deste trend e traze-lo com o máximo glamour possível para a red carpet dos Oscares. Gostei da maquilhagem, do cabelo simples e solto e do colar delicadíssimo. A mais gira de todas – de longe!!!

Pronto… depois da Jennifer, passamos para outro campeonato. Chamam-se “As melhores da segunda divisão”….

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Não costumo adorar o estilo desta atriz, por ser muito elaborado, no sentido que transparece como sendo pouco genuíno. Mas nesta cerimonia, não sei se foi por falta de muito melhor, quando a vi (ainda não tinham dado imagens da Jennifer Lawrence) confesso que me refugiei no alivio da constatação que tínhamos, pelo menos, uma diva na Red Carpet. Charlize Theron é um mulherão, disso ninguém tem uma dúvida e a verdade é que estava deslumbrante com este vestido encarnado Dior e aquele colar delicioso a escorregar vertiginosamente pelo decote provocantissimo. Acho até que nenhuma destas fotografias faz jus à realidade (pelo menos à imagem televisiva).

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A amiga Olivia Wilde também estava muito querida neste Valentino. Mais um uber decote na passadeira vermelha. Desta vez muito bem adornado por uma gargantilha de cortar a respiração. Alguma coisa nela tinha um ar imperial, não sei… qualquer je ne sais quoi de “Deusa Grega” em bom. Gostei também!

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Quando vejo um vestido e penso… “olha, este, eu comprava!” – é bom sinal! – A atriz Olivia Munn estava muito simples mas ao mesmo tempo muito bem! Este vestido Stella McCartney é a minha cara, por isso tinha de a incluir nesta lista, mesmo achando, bem no fundo, que não é bem, bem um vestido para os Oscares. Mas pronto… outra particularidade menos interessante é que era evidente uma certa dificuldade na locomoção, mas pronto. Sofrer para bela ser… a malta sabe! Já não é novidade….

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Então vamos lá a ver o que eu achei deste look… Achei que ela estava deslumbrante e feliz na sua pele. Irradiava uma luz especial. Se adoro o vestido Tom Ford? Não a-d-o-r-e-i, mas gostei bastante. E achei que a nossa Margot Robbie estava realmente linda de morrer, com a cor de cabelo certa para ela, com uma maquilhagem que a favorecia e com um figurão. A mais sexy sem duvida. De fazer parar o transito!

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Pronto… e é agora que vocês vão dizer… “A Maria enlouqueceu!” – É verdade… se calhar enlouqueci. Eu sei, em bom juízo da verdade, que este vestido tem todos os mágicos ingredientes para ser um desastre total. Tem tule a mais, flores a mais, é lilás de mais… socorro! Mas havia qualquer coisa de especial no look total da modelo que me fez inclui-la nesta lista. Heidi Klum estava realmente muito, muito bonita. Sim, eu sei… “ela é linda sempre, e tem todos os atributos físicos para estar maravilhosa com qualquer trapinho”… Não é completamente verdade! Já todas a vimos muito mal. Muito… mesmo, muito mal. Por isso eu lhe dou o beneficio de entrar na minha lista das melhores…. Porque parecia efetivamente feliz na sua pele com este Marchesa, que à sua maneira, meio bizarra, lhe ficava particularmente bem. E também porque um bocadinho de controvérsia faz bem ao pensamento!

Qual foi a vossa preferida??? – Se tiver tempo ainda faço o post das que menos gostei!

beijinhos

 

Pronto, já temos menos um assunto pendente!

Fevereiro 29, 2016 in MOVIES & PLAYS

Leonardo-Dicaprio

Adoro arrumar assuntos! Por isso hoje, quando a atriz Julianne Moore anunciou o nome de Leonardo DiCaprio para o Oscar de melhor ator, confesso que tive uma pequena comoção. E fui inundada pela simpática sensação que temos quando resolvemos um assunto pendente… O alivio! Pois o que me preocupava era o “e se o rapaz nunca chegasse a ter este reconhecimento?!” Quantos extraordinários atores se ficaram pelas águas mornas das nomeações? Muitos. Ser nomeado é ótimo, como é obvio… mas ser nomeado cinco vezes e não ganhar nenhuma é, no mínimo, ligeiramente irritante.

Mas vá, a coisa este ano até correu bem. Vi o filme The Revenent, como não podia deixar de ser. Se gostei? Muito escalpe e sangue a mais para o meu gosto, confesso… A história em si também não me encheu as medidas… se não fosse baseada em factos reais eu diria que o escritor se drogava com químicos fortíssimos tais os descomedimentos das façanhas físicas. Mas pronto, se assim aconteceu, claro que torna a história um fenômeno. Para além de tudo, a fotografia e a realização são belíssimas e isso, a par com as atuação de um grupo maravilhoso de atores, vai-nos aguentando na sala. Dito isto, não é o meu gênero de filme, definitivamente. Se achei que o Leonardo DiCaprio merecia ganhar? Há duvidas?? Claro que tinha de ganhar! “Ah… mas quase não falou… ” So what?! – Não precisou de falar e acho que a sua extraordinária habilidade de ator brilhou ainda mais exatamente por isso. A força, a angustia, a dor, a vingança, a revolta, o amor incondicional e absoluto… tudo no olhar. Impressionante. Ganhou com toda a honra e dignidade e a prova foi uma plateia inteira de pé para o aplaudir na hora da vitória! O que prova que, nesta vida, por vezes, dos partos mais difíceis nascem os filhos mais queridos! Parabéns Leo. Pelos vistos eu não era a única com esta “espinha” atravessada na garganta. Tinhas um mundo de fãs a torcer por ti e hoje estamos todos (para não dizer só todas, o que seria redutor…) muito, muito contentes!

Para quem não viu a cerimonia, aqui fica o grande momento de gloria. Nota interessante para o facto que a organização do evento deixou, e bem, o rapaz falar com calma e sem os habituais atropelos da musica, até ao fim, com toda a dignidade que lhe mereceram estes mais de 20 anos de espera entre a sua primeira nomeação e a apoteose deste momento de grande reconhecimento! Até aqui, a academia esteve bem!

Posto isto estou a tentar decidir se faço ainda hoje o post sobre os vestidos das moças. Confesso que não me animei assim por aí além, mas pronto, pode ser que saia.

beijinhos

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